Transportes públicos aumentam 15%
1. O preço dos transportes para os utentes vai aproximar-se do valor real.
2. Utentes passam a ter incentivo para seleccionarem melhor o local onde vivem e a localização do emprego que têm (efeito positivo desta medida terá que ser complementado com medidas que liberalizem o mercado de arrendamento)
3. Empresas passam a ter um incentivo para se localizarem nas cidades satélite, tornando-as mais autónomas e reduzindo os movimentos pendulares (como os custos de transporte aumentam, o diferencial de salários entre o centro e a periferia vai aumentar)
4. O Estado reduz o subsídio à suburbanização dos grandes centros urbanos.
5. Empresas públicas de transportes deixam de destruir tanto valor.
6. Aquele mundo esquizofrénico em que se subsídia a mobilidade e o combate à desertificação dos centros históricos começa a acabar.
7. A conversa “o local X não tem transportes” passa a fazer menos sentido. A partir do momento em que se reconhece que o transporte público não é barato, pressão para expansão da rede pública e do respectivo buraco financeiro diminui.
João Miranda, Blasfémias
Sem comentários:
Enviar um comentário