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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Recortes da Blogosfera

"Houve muitos derrotados nas presidenciais de ontem. Mas gostava de destacar uns em particular: a ala do Bloco de Esquerda que sonha com o poder. Uma franja, que até ocupa um espaço considerável no panorama mediático, cujos objectivos passam objectivamente pela partilha de poder com o Partido Socialista. Sem nunca o admitirem em público, tudo fizeram para esta convergência (falhada) da esquerda em redor de Manuel Alegre, já a pensar numa futura coligação entre o BE e o PS pós Sócrates. O que os resultados de ontem colocaram em evidência é que esta coligação, além de contra-natura, não tem hipóteses de sucesso eleitoral em Portugal. A esta malta do BE nada mais lhes resta senão o caminho, que alguns até já têm trilhado, de abandono do BE e aproximação do PS."


 


Recortado do 31 da Armada, post de Nuno Gouveia

sábado, 22 de janeiro de 2011

Em período de reflexão

 


 



 


Hoje é dia de reflexão. Amanhã é um dia em que os portugueses deveriam sentir alegria pelo exercício de um direito pelo qual se lutou durante décadas e, em alguns lugares do mundo ainda se luta. É pena mas encontramos mais facilmente cepticismo, desilusão e medo do que alegria.


Pelo contacto que tenho com um segmento específico e bem conservador dos portugueses, ouvi apenas falar em eleições pela boca de uns poucos, dos quais destaco duas fortes referências ao voto em Cavaco pelo medo dos outros, dos comunistas, dos radicais, da esquerda em geral. E não valeu a pena lembrar a facilidade com que aceitou a lei dos casamentos gay pois a resposta foi pronta: os outros fariam pior.


O conceito de auto-infalibilidade que Cavaco tem de si próprio, que quando se distrai o faz apresentar-se como uma espécie summit da evolução do homo politicus, é serôdio e idiota. Claro que numa segunda volta também eu votaria Cavaco contra o resto da esquerda, e digo 'resto' pois ele é também parte dela. Mas as sondagens garantem-nos que não vale a pena votar nele, pois já ganhou. OK, não leva o meu voto.


Posto isto, resta-me o voto irresponsável num dos restantes dworfs que constam no boletim de voto ou o ineficaz voto em branco.


Confesso que há algo na figura de Fernando Nobre que merece uns minutos de reflexão pré-eleitoral. Chega às eleições vindo de fora da partidocracia, não é fluente no politiquês, tem uma vivência internacional como nenhum outro candidato, foi ostracizado pelos media que gosta de gozar com os cromos (clarifico que todos estes pontos são para mim uma vantagem) mas tem um óbice tremendo... é um activista. Ter um activista como Comandante Supremo das Forças Armadas é algo assustador.


Talvez por culpa dos jornalistas que nunca ousaram perguntar-lhe, Nobre nunca nos informou o que pensa da NATO, nem do papel das nossas forças armadas no seu âmbito. Claro que nenhum dos outros candidatos foi confrontado com essa questão, mas à excepção de Alegre que está encravado entre o PS e o BE, a resposta de qualquer dos restantes candidatos seria previsível.


Talvez em jeito de uma epifania irreflectida, dei por mim a reparar que, da mesma forma que Cavaco não necessita do meu voto, este também não será suficiente para que Nobre ganhe. Além de que, confesso, há um cenário que amanhã me deixaria Alegre: ver Nobre como o segundo mais votado.


O melhor é ir votar cedo antes que isto me passe.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Sobre o escândalo do BPN


 


Os socialistas portugueses estão escandalizados com o benefício obtido por Aníbal Cavaco Silva num investimento realizado no BPN, o que num país que demoniza o lucro até nem surpreende.


Sabem mas querem ignorar, que a compra de acções fez parte de uma carteira de investimento que incluía a compra de outros títulos de capital.


Sabem mas querem ignorar, que o escândalo do BPN chegou a valores que ainda desconhecemos em detalhe devido a graves falhas da supervisão do BdP. Não lhes interessa que isso seja lembrado pois ninguém deixa de associar as relações entre o ex-Governador Vítor Constâncio e o partido no poder.


Sabem mas querem ignorar, que se a nacionalização que o governo decidiu, num acto de um voluntarismo temerário inédito, se limitasse ao BPN e excluísse a SLN, os cinco mil milhões de euros a que ascenderá o buraco seriam limitados um valor cerca de dez vezes menor.


Sabem mas querem ignorar, que as 90.000 crianças que previsivelmente nascerão em 2011 em Portugal, têm 500€ de dívida como prenda do governo PS, sendo que este valor se refere apenas ao buraco do BPN. Será um cheque-bebé, mas ao contrário.


Não sabem e nem querem saber, que se continuam a falar muito do BPN, eu que não iria votar Cavaco, talvez eu mude de ideias e ainda o venha a fazer.

Frei Bartolomeu de Las Casas e não só

Graças a uma aula on-line de Miguel Morgado , tomei há pouco tempo conhecimento de uma figura histórica da qual tinha ouvido vagamente o se...