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sábado, 4 de maio de 2019

Sobre o glifosato e o fim do mundo

Se a vida na terra tivesse 24 horas, o ser humano teria apenas aparecido apenas nos últimos minutos. Isto significa que o conceito do "fim do mundo" é geologicamente recente pois só existe desde que o primeiro humano formulou esse pensamento. Antes disso existia apenas mudança permanente e que afinal nunca foi interrompida. Os equilíbrios da natureza são importantes e dependemos deles, mas não são permanentes nem definitivos. Tal e qual como a espécie humana.

É altamente ver na TV os ursos polares a caçar, especialmente num écran grande e numa sala escura. O que perturba é o locutor a garantir que o fim do mundo vem aí, e que se não nos arrependermos eles vão morrer. Provavelmente irão mesmo extinguir-se tal e qual como aconteceu a milhares de outras espécies ao longo do imenso dia da vida na terra. De alguns deles nem sequer sobraram fósseis, o que os coloca em pé de igualdade com os dragões que nunca existiram.

Nesse longo dia a importância do glifosato é tanta como a das microfibras que são libertadas quando a nossa roupa vai para a máquina de lavar e que dentro em breve será a heresia da moda. Sem roupa lavada o mundo será um lugar pior para viver e sem glifosato (na UE) teremos de comprar batatas aos mercados emergentes onde a sua utilização é permitida.

Frei Bartolomeu de Las Casas e não só

Graças a uma aula on-line de Miguel Morgado , tomei há pouco tempo conhecimento de uma figura histórica da qual tinha ouvido vagamente o se...