Hoje participei no programa Prova Oral do Alvim. A convidada era uma socióloga defensora das causas LGBT e estava radiante por Portugal ser o quinto (!!) país do mundo a permitir que um(a) jovem com 16 já possa mudar de sexo sem ter de ouvir a opinião de um médico.
O programa permite enviar uma mensagem por WhatsApp e foi isso que fiz. Parei na berma e fiz pisca, ouve-se na gravação. Entrei no ar aos 17m30 do programa. A convidada respondeu à minha participação com ironia. No seu comentário à intervenção seguinte acabou por desabafar "finalmente uma pergunta muito bem formulada e inteligente", por contraposição às anteriores onde a minha se incluía.
Já há bastante tempo notei que o lobby gay tem dificuldade em lidar com o contraditório. Quem discorda, ou apenas tem dúvidas, é atrasado e retrógrado. Neste caso específico a falta de inteligência poderá ser uma explicação. Noutros tempos chamei a este modus operandi o argumento Ctrl + Alt + Del, que para quem não sabe é o comando com que noutros tempos se resolviam os impasses dos PC's. Quando não se tem argumentos desclassifica-se a outra parte e dá-se o assunto por terminado.
Toda a dinâmica é apresentada como sendo o que há de mais moderno, e que por isso é inquestionável. Quem levantar questões, não alinhar em tanta certeza absoluta e que coloque questões ouve frases como a da convidada algures durante o programa: "estamos em 2018, se calhar já mudávamos um bocadinho estas cabeças". No fundo dizem ao que vêm, querem mudar as convicções dos outros, o que não deixa de ser uma prática antiga já com a idade da história da humanidade.
Durante o programa a socióloga convidada ainda teve tempo para falar do ataque em curso à democracia brasileira. Se o programa tivesse mais dois minutos aposto de que ainda falaria do aquecimento global e do Grupo Bilderberg.
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