domingo, 29 de agosto de 2010

E o que fazer quando o Estado não educa?

Quando o Estado se intromete permanentemente na esfera privada, pondo e dispondo da vida dos cidadãos como de incapazes se tratassem, ninguém liga a mais um atentado à liberdade.


Segundo o Público de hoje "Crianças obesas com risco para a saúde podem ser separadas de pais que não os ajudem a perder peso".


Não quero com este texto felicitar os pais que não ajudem os seus filhos a perder peso, mas sim apenas perguntar o que se deve fazer quando o mesmo acontece nas Misericórdias e outras instituições em que o Estado toma conta de crianças.


O que fazer quando alguém que toma conta de crianças, que as deve educar e ajudar se tornarem cidadãos capazes de acrescentar valor à sociedade, não cumpre o seu papel? A mensagem que sobra desta medida aponta para o Estado como solução.


Não quero para aqui trazer o caso Casa Pia, um triste exemplo do que o Estado deixa que aconteça, mas pergunto-me se, na mesma medida não seria lógico retirar crianças das escolas quando estas não cumpram na sua missão de ensinar.


 

Coast to Coast - Historic Route 66 I, AZ


Route 66


 


Esta estrada, com quase 4000 km, liga Chicago a Los Angeles e é conhecida pelos americanos como a Main Street of America.


Juntamente com todo o sistema de auto-estradas americano, foi criada no final dos anos 20, após a Grande Depressão, e assistiu ao crescimento económico e acompanhou as evoluções sociais que os país sofreu desde então.


O seu traçado foi alterado inúmeras vezes e após várias reformas do sistema rodoviário acabou por ser dividida em várias outras.


No entanto as cidades e as paisagens que atravessa identificam-se com a referência quase lendária da Historic Route 66.


Circulamos num pequeno troço desta estrada, ao longo de algumas aldeias abandonadas, que veremos nos próximos dias.

Praktica BMS

Este post do Pedro Correia, no Delito de Opinião, acordou em mim várias memórias assim como uma forte vontade de regressar às Azenhas do Mar. Deixei no Delito um comentário que aqui quero reproduzir. Aqui vai:


 


Um dia comprei em Andorra uma máquina fotografica que viria a tornar-se um objecto quase mitico da minha juventude. A marca prometia facilidades, Praktica e no fundo tinha inscrito o país de fabrico que pouco tempo depois deixou de existir, DDR.
Com ela aprendi a usar a luz e a velocidade para guardar imagens em películas, que depois de reveladas se guardavam em envelopes especiais que as protegiam da luz e do pó. Os pixeis, esses, chegariam muito mais tarde. Para ver o resultado era necessário esperar algum tempo pela revelação e além disso cada imagem custava mais de 100$00. Tudo isso contava para que cada disparo fosse um momento solene.
Viajou comigo por muitos quilómetros e juntos cruzamos algumas fronteiras, muitas menos do que a nossa vontade exigia, é certo, mas sempre cumpriu na ilusão de que carregando num botão seria possível guardar algumas vivências para sempre.
Um dia nas Azenhas do Mar, exactamente no local onde a imagem que o Pedro aqui colocou foi recolhida, um elemento do obturador, cansado, soltou-se e a máquina deixou de funcionar. Após várias visitas a casas da espacialidade o diagnóstico foi unânime, não valia a pena reparar.
Como quem vê um amigo a partir, consolou-me o facto de que o ultimo disparo tivesse acontecido ali, de frente às Azenhas.


 



Durante algum tempo pensei que este seria o fim da história, mas alguns anos mais tarde, já no tempo dos pixeis, encontrei uma máquina usada do mesmo modelo à venda. Comprei-a para dar de prenda de anos à minha irmã, alguns anos mais nova e também interessada pela estranha química das imagens congeladas.
Hoje usa-a em simultâneo com uma poderosa máquina digital, e exibe-a com falsa modéstia entre os amigos designers que num silêncio esverdeado a invejam. Ao lado da Praktica BMS, os iPod's, iPad's, iPhone's, etc, todos ficam em segundo plano.


Há pouco tempo perguntou-me se eu tinha a consciência de que a Praktica tinha sido a sua melhor prenda de sempre.


 


Obrigado Pedro por ter motivado este texto.



terça-feira, 24 de agosto de 2010

Coast to Coast - Monument Valley, AZ


 


À entrada no estado do Arizona deparamo-nos com o Monument Valley, palco de inúmeros Westerns que associo sempre ao actor John Wayne. A hora não permitiu melhor que umas fotos de exposição. Esta foi a eleita para este blog.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Coast to Coast - Tee Pee Village, UT


 


Tee-Pee Village


 


À entrada da Navajo Land uma aldeia dedicada apenas ao turismo, que nos proporciona imagens que não deixam de preencher o nosso imaginário.

domingo, 22 de agosto de 2010

22 de Agosto


 


Esta data está associada a uma série acontecimentos importantes, dos quais destaco a conquista de Ceuta. Já lá vão 595 anos, mas fica o registo de uma data importante na nossa história.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Coast to Coast - Arches National Park, UT III


 


Dentro dos 310 Km2 do Parque Natural dos Arcos, no Utah, existem mais de 2000 arcos de pedra assim como outras estranhas formações rochosas, resultantes da erosão. O mais conhecido é o Delicate Arch na foto.

domingo, 8 de agosto de 2010

Coast to Coast - O bisonte das grandes planícies


 


Depois de caçado quase até à extinção durante a conquista do Oeste, o bisonte americano é hoje uma espécie protegida. A sua imponência não deixa ninguém indiferente.


 

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Danças tradicionais do México e da Georgia no Juncal

Ontem à noite presenciei uma demonstração de danças tradicionais do México e da Geórgia. Importa dizer que a mesma decorreu no adro em frente à Igreja do Juncal, uma pequena vila do Centro do país.


Não me lembro de alguma vez aqui ter assistido a algo de tão diferente.


Foram bastantes as ideias que me atravessaram o pensamento ao longo de uma hora, que passou muito rapidamente.


Imaginei o Juncal há cinquenta anos, uma terra pequena num país isolado, e depois regressei mentalmente para assistir ao que foi inequivocamente um extraordinário momento de globalização.


As brilhantes actuações destes dois grupos, muitos distintos entre si, foram intercaladas, o que proporcionou ao público um gigantesco salto geográfico sempre que se mudavam os instrumentos e os dançarinos.


Tive pena que não fosse feita um pequeno enquadramento de cada um dos países, especialmente sobre a Geórgia que será o menos conhecido.


Ambos os grupos foram uns excelentes embaixadores do seu país e da sua cultura. Questionei-me se um rancho folclórico português a actuar fora de Portugal, não fará muito mais pela divulgação do nosso país, do que o ICEP alguma vez será capaz de fazer.


O público adorou e não poupou as palmas.


A presença destes grupos tradicionais no nosso país deve-se ao convite e ao empenho do Rancho Folclórico das Pedreiras em organizar o Festival Internacional de Folclore. No próximo Sábado, dia 7, o espectáculo continua nas Pedreiras.


Deixo-vos duas pequenas amostras.


 

















quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Aconteceu num paraíso socialista


Segundo o jornal Le Figaro, Kim Jong-hun, o treinador da selecção de futebol da Coreia do Norte no último mundial, ao chegar ao seu país, foi humilhado em público, expulso do partido e condenado a trabalhos forçados.


De acordo com o que relata o jornal francês, depois da derrota honrosa por 2-1 contra o Brasil, as autoridades decidiram transmitir em directo o jogo contra Portugal, na que terá sido a primeira transmissão em directo da TV norte-coreana. O resultado do jogo sabemos qual foi, mas como os desafios se prolongam para além do apito do árbitro, o 7-0 teve este desfecho.

Coast to Coast - Mount Rushmore, SD


 


O Mount Rushmore é um lugar que pertence à identidade norte-americana.


É interessante visita-lo para observar o tamanho das imagens ali esculpidas em granito, mas também para ver como se pode criar e explorar uma atracção turística, de massas, no meio do nada. A imagem retracta a parte mais conhecida de um complexo onde não falta a loja de souvenirs, nem o Visitor Center com exibição de um filme sobre a sua 'construção', toda ela feita por voluntários.


A presença de cada uma das figuras representadas é explicada a fundo durante o filme. George Washington merece estar ali enquanto fundador da nação, Thomas Jefferson como impulsionador da conquista do Oeste, Abraham Lincoln pela pacificação do país após a Guerra da Sucessão e Theodore Roosevelt por ser amigo do escultor, Gutzon Borglum.


O monumento foi polémico na sua inauguração, pois encontra-se numa área de soberania Sioux.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Coast to Coast - Old Longhorn Saloon, SD


 


Um Saloon em terras Sioux.

O poder da fotografia













 


Este blog esta a ser muito mais fotográfico do que o imaginei no início, mas o poder de uma imagem é imenso.


Neste video, Jonathan Klein diz-nos que uma imagem não muda o mundo mas pode provocar reacções que levam à mudança.


Gostei de o ouvir e recomendo-o. Tem as legendas em português em opção.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Navegações

Apesar da comichão verde... gostei de ler este texto da Ana Vidal, no Delito de Opinião. Uma excelente sugestão que me deixou a fazer contas de cabeça.

Coast to Coast - American Indian Movement


 


Seguindo o relato de ontem.


Ao passar pelo centro da pequena cidade de Pine Ridge, deparamo-nos com o que parecia ser uma manifestação. Os ânimos não estavam especialmente exaltados mas havia um certo ambiente no ar. Este foto foi tirada à saída de um espaço público onde terá decorrido alguma reunião.


Pouco antes tínhamos visto a 'diligência' em chamas e achamos melhor seguir para outra zona da reserva.


Só mais tarde soube o significado da sigla do cartaz. AIM - American Indian Movement é uma organização que defende os direitos dos 'native americans'. Os descendentes dos índios norte-americanos constituem na sua grande maioria um grupo pouco integrado na sociedade americana. A pobreza, o alcoolismo e uma bem menor esperança média de vida, são alguns dos indicadores que o comprovam. Pine Ridge, como muitas outras pequenas cidades com características idênticas, são lugares quase desagradáveis, mas que merecem uma visita.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Coast to Coast - Pine Ridge Indian Reservation, SD


 


Para quem como eu cresceu a ler banda desenhada e a ver filmes de westerns, a visita a uma reserva de índios era indispensável.


Com um pequeno desvio à rota prevista (300 km ali não é nada) a reserva escolhida foi a Pine Ridge Indian Reservation, que pertence à bem conhecida tribo Sioux.


Tinha pouca informação sobre o local, mas depois de lá ter estado e de reunir mais informação tenho de concluir que acabou por ser uma boa escolha.


Nesta reserva ocorreu em 1890 o massacre do Wounded Knee. Este acontecimento constitui uma das várias páginas negras da história da 'conquista' do Oeste selvagem.


Deixo os detalhes para os mais curiosos e acrescento apenas que as 20 Medals of Honor, o mais alto galardão militar dos EUA, ali conquistadas, estão ainda hoje envolvidas em controvérsia.


À entrada na reserva, deparamo-nos com uma imagem que parecia ser trazida de um filme, mas transportada para a actualidade. Uma diligência a arder… ou melhor um automóvel em chamas. Apesar de ser uma imagem invulgar, seguimos até Pine Ridge.


Quando lá chegamos deparamo-nos com algo de que vos escreverei amanhã.

domingo, 1 de agosto de 2010

Navegações

Recomendo a leitura deste texto de José Manuel Fernandes no Blasfémias, que relata na primeira pessoa a herança socialista nos atentados à liberdade de imprensa.


Os apoiantes de Jose Socrates não precisam de ler para não se arreliarem.

Pobres, nós? Nãaa!

Recebido por email.


 


"Olá Pessoal,
Um amigo meu estava há uns dias à conversa com um Nova Iorquino no msn, que conhece razoavelmente portugal, pois já cá trabalhou, e ao choradinho tipico dos portugueses, que são pobres e desgraçados ele respondeu assim:
Dizia-lhe eu à boa maneira do "coitadinho" português: Sabes, nós os portugueses, somos pobres ...
Esta foi a sua resposta:
Como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capazes de pagar por um litro de gasolina, mais do triplo do que pago eu?
Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?
Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços e por cartas de crédito ao triplo que nós pagamos nos EUA?
Ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 US Dólares (8.320 EUROS) e vocês pagam mais de 20.000 EUROS, pelo mesmo carro?
Podem dar mais de 11.640 EUROS de presente ao vosso governo do que nós ao nosso.
Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 20% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 20%, pagais ainda impostos municipais.
Além disso, são vocês que têm "impostos de luxo" como são os impostos na gasolina e no gás, álcool, cigarros, cerveja, vinhos etc., que faz com que esses produtos cheguem em certos casos até 300 % do valor original, e outros como imposto sobre a renda, impostos nos salários, impostos sobre automóveis novos, sobre bens pessoais, sobre bens das empresas, de circulação automóvel.
Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam, outro, uma espécie de casino, o vosso BPP quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado. E vocês pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA...
Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da Nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e dos seus autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado.


Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre a rendimento se ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais ou menos os vossos 2.080 €uros.


Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e da electricidade.


Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.


Vocês enviam os filhos para colégios privados, enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.
Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.


Vocês, portugueses, ou são uns estúpidos ou uns mansos."

Discordo totalmente com a conclusão... nada disso, estamos é quase, quase a viver num paraíso socialista.


Quando achamos normal que o Estado não nos deixe decidir sobre o tipo de poupança que pretendemos para a nossa reforma e nos obriga a contribuir para o sistema público, não reparamos que o que em causa não são as Finanças Pùblicas mas sim a liberdade do individuo perante o Estado.


Os exemplos são imensos, basta um pouco de atenção.

Julgamento da Casa Pia em risco de ser anulado


 


Se esta notícia se confirmar pode dizer-se que será para a chamada Justiça portuguesa o consubstanciar da expressão popular, bater no morto.

Frei Bartolomeu de Las Casas e não só

Graças a uma aula on-line de Miguel Morgado , tomei há pouco tempo conhecimento de uma figura histórica da qual tinha ouvido vagamente o se...