É comum ouvir a esquerda defender que as off-shore deviam ser taxadas. O plano cipriota não é mais do que isso. Os oligarcas russos têm aplicações off-shore no Chipre em valor superior a 20 mil milhões de euros. Dez por cento desse valor resolve o caso cipriota. Se a União Europeia assumisse este facto estaria a hostilizar Putin e a Real Politik não o permite.
Em alternativa a este plano, a Russia irá resgatar as finanças cipriotas em troca da exploração das reservas de gás da ilha. Quase sem darmos por isso este ainda Estado Membro da UE passará a estar sob a esfera de influência de Moscovo. Dessa forma o Chipre assegura também a manutenção da distância da Turquia e assim mantém o status quo na divisão da ilha.
Mas o que está a dar é dizer mal da senhora Merkel...
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terça-feira, 19 de março de 2013
O caso cipriota
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