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domingo, 13 de maio de 2018

Senhor Marquês

Senhor Marquês

11 Maio, 2018

Ah, foi o homem certo no momento certo.
Ah, era o único primeiro-ministro com uma ideia, um plano, um projeto para o país.
Ah, se não fosse ele, não teríamos crescido economicamente.

Ah… Ah… Ah? Ah?? Corrupção? Branqueamento de capitais? Milhões na Suíça? Dinheiro em troca de benefícios a empresas? Passava o dinheiro pela conta de amigos até chegar a si, já bem lavado?

A sério? Diz que sim, que é sério. Bem sério.

O despacho final de acusação da Operação Marquês tem mais de 4 mil páginas. O Ministério Público vasculhou 500 contas bancárias, passou a pente fino milhares de documentos, em Portugal e no estrangeiro, inquiriu 200 testemunhas e mandou gravar não sei quantas horas de escutas telefónicas.

“Senhor Marquês… e o nosso fim do mês?” Sempre que ouço Operação Marquês é disto que me lembro: da música de Sérgio Godinho. “Passe pra cá a carteira/ Da sua algibeira/ Carteira em couro/ Relógio de ouro/ Não lhe faz falta/ E faz-nos jeito à malta”.

Senhor Marquês é apropriado. Sócrates tem um ar nobre, mais nobre do que qualquer político socialista. Fatos impecáveis, postura cuidada, elegante, bem falante.

Bem diferente dos anteriores: diferente de Guterres – bom orador, mas fraca figura (e nem falo do bigode mexicano) –, diferente de Sampaio – retórica incompreensível, pálido e frágil –, Constâncio – à época, nem bem falante. No Palácio de Cristal no Porto ia tendo um treco antes de subir ao palco e enfrentar a multidão.

Já para não falar nos compagnons de route. Sócrates encarnava tudo naquele 2005. O sorriso, os olhos claros, os fatos caros, o verbo fácil.

Era incisivo, feérico, feroz. Combativo e bem parecido. O pacote era perfeito.

Tanto que a maioria absoluta lhe caiu no colo. Ser bem parecido e ter os “ais” das senhoras ajuda imenso a ganhar eleições.

Lembro-me que em 2005, Sócrates teve de passar a beijar criancinhas e velhinhas nas arruadas. O aceno de longe não chegava. Precisava de ser tão simpático como o senhor do cartaz que tinha olhos azuis brilhantes e um sorriso afável. E foi. Em Reguengos de Monsaraz, na última semana de campanha – já tinham saído as primeiras notícias do Freeport no Independente –, teria pegado em anões ao colo, se tivesse encontrado um pelo caminho. Mas de propósito.

Na primeira maioria absoluta, no hotel Altis, a frase lapidar de Sócrates no discurso de vitória ficou-me cravada na memória. É uma frase simples, mas que encerra tudo. “Camaradas, conseguimos!”. Não consigo encontrar o meu texto nessa noite, mas o título era este: porque nele tudo está dito.

“Camaradas, conseguimos tirar o PSD do poder”. “Camaradas, finalmente uma maioria absoluta”. “Camaradas… chegamos ao cofre”. Foi a última que eu realmente ouvi quando Sócrates de sorriso de orelha a orelha e mãos levantadas, encadeava a plateia de socialistas, todos eles sequiosos de mudar de vida, à espera da oportunidade que Durão Barroso lhes lhe tinha tirado em 2001.

“Camaradas, conseguimos!!!!” E Sócrates conseguiu. Praticamente sozinho. Ele e a máquina que o acompanhava sempre a funcionar como um relógio: rodeou-se dos melhores. E dali seguiu caminho, a rasgar.

Os “soluços” eram os casos que iam surgindo. Alguém já se esqueceu que Sócrates sobreviveu à suspeição há mais de uma década? Com a surpresa da detenção, muitos se esqueceram dessas denúncias feitas por jornalistas atentos, dedicados, profissionais e por direções de jornais que não temeram o bullyingjurídico que foram sofrendo durante anos.

Cova da Beira, licenciatura, Freeport, o caso PT/TVI, as tais famosas campanhas negras que Sócrates acusava de serem protagonizadas pela estação de Queluz de Baixo e pelo Público.

“Ah, mas fez obra e impulsionou o país para a “frente” e investiu” e… levou o país aos braços do FMI.

Não vamos discutir política económica ou Formação Brutal de Capital Fixo (vulgo investimento) ou sequer opções do plano. Aliás, não vamos discutir nada porque não estou para isso.

Mas a sério que tem esse passado todo? A sério? É pá, não sabia.

Ceguinhos! Ou parvos, ou mentirosos, ou crédulos, ou imbecis, ou farinha do mesmo saco.

O que eu penso sobre o senhor, o que eu já pensava sobre o senhor, o que eu sempre pensei sobre o senhor, não é revelante para o caso. Mas a verdade é que tive acesso à “peça” mais de perto. E isso é um bom medidor de caráter: o frente-a-frente.

E mesmo que Sócrates seja mitómano, como claramente parece, e acredite nas suas próprias mentiras, é impossível conviver de perto, de muito perto, e não perceber o que ali se passava. A não ser que a sedução nos deixe cegos. Como deixou muitos jornalistas. Muitos, eles e elas, apaixonaram-se pelo magnetismo do animal feroz. Nada contra. Mas um jornalista tem que se imune à paixão. Imagino que não seja fácil – nunca me apaixonei por um político ou um entrevistado –, mas de um jornalista espera-se um bocadinho mais.

Quem acreditou que Sócrates tinha fortuna de família suficiente para aquele tipo de vida? Quem acreditou que era acaso o grupo Lena vencer constantemente concursos públicos, quer fosse para casas pré-fabricadas na Venezuela, quer fosse para a Parque Escolar? Essa conversa já se tinha nos corredores há muitos anos, antes de qualquer processo. Não me lixem: poucos foram os ingénuos que se deixaram magnetizar pelo brilho do grande chefe. Poucos.

Sócrates é um homem com carisma. Facilmente impressiona, facilmente seduz. Impressionou jornalistas, políticos. Impressionou-se com banqueiros, gestores e empresários. Serviu-se de uns. Dele serviram-se uns quantos.

Ambicioso, rapidamente viu a sua oportunidade no Partido Socialista. Em apenas dois anos, venceu no PS e venceu o PS – com uma bancada parlamentar renitente a apoiá-lo. Com dois anos de treino televisivo, rapidamente conseguiu virar os debates quinzenais. O Governo de Santana e o poder de Sampaio facilitaram tudo. Em muito pouco tempo, era primeiro-ministro.

O tirocínio tinha sido curto. Foi deputado, ministro e secretário de Estado do Ambiente. Já na pasta, deixou rasto. Aliás, desde muito cedo que, por isto ou por aquilo, Sócrates deixava rasto. Mas pareciam migalhas: os pardais comiam os restos rapidamente. E rapidamente todos esqueciam.

Para isso muito ajudou a comunicação social que agora rasga as vestes. Quem não se recorda de entrevistas fofinhas de páginas e páginas, de peças sobre o seu mau feitio – com um tom carinhoso, era o zangão dos anões da Branca de Neve, lembram-se? –, de telefonemas ao Zapatero, de longas conversas amenas sobre o crescimento da economia.

Também se lembram das derrapagens orçamentais, do défice a dois dígitos, do aumento salarial aos funcionários públicos, a poucos meses das eleições de 2009 – e a pouco tempo do resgate financeiro.

E também se aperceberam, presumo, dos amigos que teve na justiça: Pinto Monteiro e Noronha de Nascimento seguravam muitas pontas. Cândida da Almeida conduzia tudo com zelo.

Sócrates dominava a comunicação social – quanto mais não fosse pelos constantes telefonemas do gabinete, do próprio, da insistência, da teia que se urdia com a facilidade, da sedução, da agilidade com quem transformava tudo, como encobria e descobria e brincava com as marionetas que se deixam manietar –, mas não como gostaria: queria mais e em curso estava um plano maquiavélico de xadrez, onde o estratega movia os seus peões, soldados e generais prussianos, daqueles que não se amotinam, como prometia Afonso Camões, na altura diretor da Lusa e que passaria para diretor do Jornal de Notícias: tudo no âmbito desse golpe palaciano que o antigo PM queria fazer aos media em Portugal. A todos, numa megalomania típica de Sócrates.

Começava na Global (à época, a Controlinveste) – com Sócrates a determinar diretores para o JN e DN e com Proença de Carvalho no conselho de administração. Passava ainda pelo controlo da TSF (que faz parte do grupo), da TVI também, em join venture com a PT. A RTP já estava. E já agora que o Público fosse “dominável”. Essa seria a tarefa mais espinhosa: o jornal que Belmiro sustentava, e fazia questão que se mantivesse independente, não era “comprável”.

Aliás, foi dali (e da Focus), daquela redação que saíram os primeiros indícios do que Sócrates era, é e sempre foi o mesmo que o Ministério Público agora acusa. José António Cerejo foi processado – assim como o Público e a sua direção – de todas as vezes que descobriu um “podre” na vida de Sócrates. E de todas as vezes ganhou.

Essa perseguição que S. Bento fazia à liberdade de imprensa nunca deixou ninguém revoltado. Nem sequer os jornalistas. Poucos se indignaram. Só os que também faziam investigação sobre as diferentes patranhas de Sócrates.

Os outros estavam maravilhados com os Magalhães, o Chávez, as viagens a todo o lado e mais algum, com o Sócrates a falar espanhol com o Zapatero, com o Sócrates a falar com a Merkel, que o tratava de forma tão afável.

Afinal, quando é que o país teve um primeiro-ministro com ar distinto, como este? Com fatos feitos à medida… com frases lapidares, com resposta pronta para tudo? Quando é que o país teve um primeiro-ministro que não mostrava um pingo de receio, que nunca recuava, que atirava a matar?

Era o cartão de visita de um país em franca recuperação. De um país que tinha deixado de pensar em coisas comezinhas como o défice.

Alguma vez tinha havido um primeiro-ministro tão magnetizante? Não posso falar de Sá Carneiro, não sou desse tempo. Posso até apostar que Sá Carneiro mostrava coragem e virtude. Mas nenhum alguma vez se portou com a altivez de Sócrates. Com a distinção quase “real e nobre” de Sócrates.

“Venha por aqui ver isto/ Senhor Ministro/ Que estes bandidos/ Uns mal nascidos/ Ainda sem dentes/ E já delinquentes”.

Os que durante anos desconfiaram da personagem eram uns ingratos. Ingratos! Porque Sócrates fazia muito pelo país. Infames porque só o queriam atingir com uma reles e “travestida” (lembram-se?) campanha negra. Desprezíveis porque queriam um país pequenino e pobrezinho e não o Portugal do futuro, cheio de luzes e brilhos. Em que banqueiros e gestores de topo eram o milagre nacional. Os que tudo conseguiam. Os empresários mais “isto” da Europa e os mais “aquilo” do mundo. Os “Zeinais”, os “Mexias”, os “Granadeiros” desta vida.

Sócrates tinha aquele ar de quem era incapaz de falhar. Incapaz de errar. Incapaz de cair.

Mas só se ofuscou com brilhos e luzes quem quis. Porque tudo o resto, já estava pelas notícias e pelas reportagens. Até em televisão, no canal com mais audiência. Não há desculpa.

Mas o “senhor Marquês” gozou do facto de muitos jornalistas já não lerem jornais. E de se impressionarem mais em almoços e jantares faustosos em países distantes do que com a verdade seriamente investigada por quem se decidiu a procurar os factos, em vez de se alimentar da forma.

— Judite França

 

In Blasfémias

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Recortes da blogosfera

bloco de esquerda: uma análise de mercado


 


O mercado político português é um mercado fechado à concorrência, um regime oligopolista concentrado em quatro grandes prestadores de serviços: PS, PSD, PCP e CDS.


Estes quatro partidos, não por acaso os fundadores do regime e da Constituição política que o rege, definiram, em seu favor, as leis que regem o sistema eleitoral, o mesmo é dizer, o sistema partidário. Criaram regras leoninas que, na prática, impedem a concorrência: limitação de candidaturas independentes, círculos plurinominais com acesso exclusivo a listas partidárias, método de Hondt, financiamentos discriminatórios em razão de resultados eleitorais precedentes, acesso diferenciado aos meios de comunicação social em períodos de campanha eleitoral, limitações rígidas ao financiamento privado dos partidos, etc..


Graças a isto, os quatro partidos fundadores do regime mantêm-se os únicos com poder político real, com acesso aos órgãos de soberania, às empresas públicas, ao poder local, aos canais de informação e de formação de opinião, ao orçamento de estado. Em quarenta anos de democracia, apenas uma força política desafiou, duradouramente, este status quo: o Bloco de Esquerda.


A eclosão do Bloco foi resultado do espírito empresarial de mercado de um grupo de pequenos empresários políticos que conseguiram antecipar as necessidades dos consumidores e aproveitar circunstâncias excepcionalmente benéficas para conseguirem furar o bloqueio oligopolista existente. Esses pequenos empresários andaram, durante muitos anos, a tentar entrar no mercado e vender os seus produtos com as suas pequenas empresas partidárias, sem nenhum sucesso. Resolveram, por conseguinte, juntar os seus pequenos partidos e criar uma empresa maior que, para além de agregar o que cada um deles já possuía, conseguiu um resultado final que ultrapassava a simples soma das partes.


O novo produto oferecido aos consumidores foi cuidadosamente pensado e preparado. Surgiu como um híbrido de radicalismo político e diletantismo académico inofensivo, explorando um conjunto de temas que tinham consumo assegurado e que ninguém à esquerda, desde logo o conservador Partido Comunista Português, tinha interesse em explorar: os direitos das minorias, a descriminalização do aborto, a liberalização do consumo de drogas, a eutanásia, o casamento gay, etc.. Os patrões do Bloco de Esquerda, utilizando o melhor do espírito empresarial, conseguiram antever as necessidades do mercado eleitoral e ofereceram aos consumidores aquilo que eles pretendiam e mais ninguém oferecia. Quando José Sócrates, preocupado com a erosão do PS por causa destes “temas fracturantes” assumidos pelo Bloco, tentou fazer deles bandeiras do seu partido e do seu governo, já era tarde: os eleitores perceberam que o PS ia a reboque do Bloco de Esquerda, o verdadeiro proprietário desses produtos políticos inovadores.


A falência dos governos de Durão Barroso e Santana Lopes abriu condições de mercado excepcionais para a esquerda, e o Bloco, que teve a sorte de estar já em plena actuação empresarial nessa ocasião, aproveitou-as muito bem. Cresceu acima do Partido Comunista nas eleições legislativas e quase formou maioria absoluta com José Sócrates naquelas que se seguiram.


A estrutura directiva do partido seguiu, também, o bom modelo da empresa capitalista: um Conselho de Administração onde se concentravam todos os poderes deliberativos, no qual tinham assento todos os representantes do seu capital social originário (UDP, PSR, etc.), que foi transposta para as listas eleitorais e para o grupo parlamentar, chefiado por um Presidente – Francisco Louçã – que inegavelmente representava a maioria do capital social da empresa.


Uma vez conseguido sucesso empresarial com um produto inovador no mercado, o Bloco entrou na bolsa de valores políticos, abriu o seu capital ao público e, em consequência, começou a contratar quadros intermédios, aos quais, devido ao crescimento inusitado do partido e à falta de dirigentes que preenchessem todas as suas necessidades, deu responsabilidades, protagonismo e poder.


Só que nenhum destes novos dirigentes do partido tinha a percepção do que custara a Louçã, Fazenda, Miguel Portas e Fernando Rosas, entre outros fundadores, terem alcançado o sucesso empresarial que conseguiram. Eram todos muito novos, estavam fascinados consigo mesmos e com o seu imenso “talento” e, por conseguinte, não valorizaram a empresa à qual foram chamados a participar.


Assim, quando a lei da vida se impôs aos fundadores do partido e estes, por uma ou por outra razão, se tiveram de afastar de funções de responsabilidade, os seus putativos sucessores, quais filhos mimados de ricos capitalistas, não foram capazes de valorizar a herança recebida e, gastando-a perdulariamente em projectos megalómanos e em birras e zangas uns com os outros, desfizeram-na alegremente. Os dois cabeças-de-casal que ficaram a administrar o espólio já não acreditam na sua sobrevivência. Alguns dos herdeiros mais conhecidos passeiam-se por aí com os seus novos carros, a velocidade tresloucada, convencidos que continuarão a ter dinheiro para sustentarem infinitamente os seus luxos. Todos dizem mal uns dos outros e ninguém respeita a memória dos seus antepassados. O PC e o PS assistem, alegremente, ao espectáculo.


A aventura empresarial do Bloco de Esquerda, verdadeiro hino ao espírito empreendedor do capitalismo de livre-mercado, terminará, assim, como muitos dos poucos grupos empresariais portugueses: sem resistir à segunda geração. Paz à sua alma!


 


Rui A.


Blasfémias

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Recortes da blogosfera

Mercado da dívida visto pela esquerda 


 


Mercado da dívida visto pela esquerda


 


Taxa de juro da dívida a 10 anos no mercado secundário.


 


 


João Miranda, Blasfémias 


 


 


 


 

terça-feira, 1 de maio de 2012

Recortes da blogosfera e da imprensa

Não há donos do regime nem pais da pátria*


 


O que significa interrogarmo-nos sobre se é necessário um novo 25 de Abril? Significa o mesmo que perguntarmos se é preciso um novo Salazar. Por trás de ambas as interrogações está a mesma pulsão antidemocrática, a mesma recusa dos naturais defeitos dos regimes democráticos e o mesmo desejo de impor uma determinada via política sem respeitar as escolhas dos portugueses.


Já sei que muitos vão ficar indignados com a comparação, mas ela tem, do ponto de vista do respeito pelos princípios da democracia, toda a pertinência. Por uma razão simples: ou consideramos que o 25 de Abril foi uma revolução democrática, que devolveu a voz ao povo português, ou consideramos que ele foi mais do isso, que foi também um projecto político com um programa específico, independente da vontade desse mesmo povo português. Aparentemente é isso que pensam os que, por estes dias, proclamaram que “o poder político que actualmente governa Portugal configura um outro ciclo político que está contra o 25 de Abril, os seus ideais e os seus valores”. Mas que ideais? E que valores? Os do Estado de direito democrático? Não, não é essa a acusação. A acusação não tem a ver com atentados à liberdade ou abusos de poder que façam perigar as regras da democracia. A acusação refere-se antes a políticas concretas – às políticas com que não concordam aqueles que se têm por donos do “espírito do 25 de Abril”.


Ora sucede que, como escreveu um filósofo político de esquerda, Norberto Bobbio, na tradição democrático-liberal – que é tradição ocidental e é a nossa tradição -, “as definições de democracia tendem a resolver-se e a esgotar-se num elenco mais ou menos amplo de regras do jogo”. Mais: “Todas essas regras estabelecem como chegar à decisão política e não o que decidir.” Isto é, a democracia não tem “um espírito” que implique realizar políticas mais à esquerda ou mais à direita, a democracia é tão-somente sobre os mecanismos que permitem decidir, por exemplo, o futuro dos sistemas de Saúde e Segurança Social, não sobre modelos concretos mais públicos ou mais privados.


Nos anos que se seguiram ao 25 de Abril e ao 25 de Novembro era apenas a extrema-esquerda que procurava a sua legitimidade no “espírito” da revolução dos cravos. Agora parecem ser todos aqueles que, pura e simplesmente, não parecem dispostos a aceitar uma realidade política em que, pela primeira vez na nossa história democrática, coincide um Presidente que não é de esquerda com uma maioria parlamentar que também não é de esquerda. No primeiro 25 de Abril em que isso aconteceu fizeram a birra que se viu.


Mais: o que é que significa dizer que “este é o primeiro governo da nossa história democrática que parece querer dispensar a memória de Abril”? Que “memória de Abril” é essa que não pode ser dispensada na opinião do principal partido da oposição? O que será o “rumo de crescimento e progresso”, agora supostamente invertido? Será o rumo que levou a que Portugal tivesse, na última década, o terceiro menor crescimento de todo o mundo (pior só o Zimbabwe e a Itália)? Será o “progresso” referido o do crescimento da dívida, hoje transformada num verdadeiro quarto “d” do regime democrático? E não é verdade que foi este quarto “d” o responsável por estarmos hoje dependentes de credores, logo com menos margem de liberdade?


Numa democracia não existem intérpretes genuínos da vontade popular, existe sim pluralismo e competição entre ideias diferentes. E essas ideias, desde que respeitem as suas regras formais e não visem subvertê-las, são tão legítimas umas como outras. É preciso pois ser claro: quando se invoca “Abril” para combater esta ou aquela opção política, não se está a invocar a democracia, está-se a invocar um qualquer programa revolucionário que hoje, como ontem, um conjunto de heróis diz interpretar. A batalha da Constituinte já foi essa batalha, isto é, a guerra entre a legitimidade dos deputados eleitos e a legitimidade do MFA. A revisão constitucional de 1983 foi mais um passo nesse combate democrático, ao afastar de vez os militares do poder. Agora só se estranha que tantos dos que, nessas alturas decisivas, ajudaram a tornar Portugal numa democracia normal surjam a dizer que, afinal, nos temos de submeter ao “espírito”, ou à “memória”, de Abril, seja lá o que isso quer dizer – ou melhor, isso quer dizer que temos todos de aceitar, sem contestar, as heranças socialistas e estatistas das últimas décadas.


Esta forma de olhar para o nosso país – a mesma que torna aceitável a ideia de que será necessário “um novo 25 de Abril” sem compreender que isso representaria sempre uma ruptura ilegítima da ordem democrática – deriva do complexo de superioridade de que padece boa parte da nossa esquerda (não toda, há excelentes excepções). O fenómeno não é novo: foi Álvaro Cunhal, que tinha a vantagem de não ter complexos, quem escreveu um livrinho sobre a “superioridade moral dos comunistas”, mas de uma forma geral os princípios aí expostos não se distanciam muito dos que alimentam a ideia dominante de que só os políticos de esquerda se preocupam com os pobres e desvalidos. Já os outros, “os políticos neoliberais”, esses limitam-se “a inventar umas coisas para não parecerem frios e impiedosos”. Exacto, não fui eu quem inventou estas palavras e esta caricatura, foi o eurodeputado Rui Tavares neste mesmo jornal, mas ela diz tudo: os que não acham que cabe ao Estado suprir todas as necessidades das pessoas são gente que, no fundo, não presta. E se essa gente se ocupa dos pobres na prática, e não apenas em palavras, então incorre noutro vício fatal, o da “caridadezinha”.


Podia aqui elaborar sobre as contradições morais dos que, cegos por preconceitos ideológicos, têm andado por estes dias a protestar contra uma campanha de recolha de desperdícios para entregar aos mais necessitados, mas não vale a pena. O meu ponto é mais simples: em política a moral, a piedade ou a bondade não são exclusivo de nenhuma tendência ou facção, e as boas intenções não são critério para avaliar o resultado das acções concretas. No mercado das ideias ninguém possui carimbos de validade ou invalidade, pelo que todos estão sujeitos à contestação e ao escrutínio democrático.


É por isso que foi realmente triste ver a forma como Mário Soares se comportou neste 25 de Abril. Ele não é apenas um político como tantos outros: ele é um antigo Presidente da República, a quem o Estado democrático reconhece esse estatuto e os direitos correspondentes, e que por isso tem o dever de respeitar as instituições e, sobretudo, de honrar a casa da democracia, que é a Assembleia da República. Ele que tanto se bateu para fazer vingar a legitimidade democrática contra a legitimidade revolucionária não deve – não pode – aparecer a defender uma alegada legitimidade de “Abril” para deslegitimar quem exerce o mandato democrático. Fazê-lo é uma prova de fraqueza, não de força, na argumentação política. E deixa-o exposto à ideia de que se toma por dono do regime.


 


José Manuel Fernandes


Público, 27 Abril 2012

terça-feira, 20 de março de 2012

Recorte da blogosfera

"Um mistério nas rendas das PPPs


 


Tenho andado a pensar neste gráfico que o Luís partilhou connosco…




…e há uma coisa que não me entra na cabeça: por que motivos há uma especie de “vale” na cadência dos pagamentos nos anos de 2012 e 2013? A quebra no ritmo dos pagamentos, como se vê no gráfico, ocorre nas PPPs rodoviárias, e nada na sua entrada em funcionamento permite prever esses dois anos de relativa “poupança”.


Se eu não conhecesse o tipo de políticos que assinaram os contratos – José Sócrates como responsável máximo, Paulo Campos a pôr as mãos na massa – acharia que a folga de 2012/2013 nada teria a ver com um ciclo eleitoral em que, se não tivesse havido dissolução, Sócrates iria novamente às urnas em 2013 e tudo faria para repetir a receita de sucesso de 2009. Mas como conheço aqueles dois figurões começo a crer que eles, com a cumplicidade da Estradas de Portugal, planearam mesmo este ciclo de pagamentos com uma espécie de “folga eleitoral”.


Depois ainda dizem que não estávamos nas mãos de um gangue que não olhava a meios para atingir os seus fins…"


 


José Manuel Fernandes, Blasfémias


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Recortes da blogosfera

Viciados na mentira


 


Tínhamos todos certificados de habilitações que não serviam para nada passados pelas Novas Oportunidades. Pontes e tolerâncias e ponto consagrados como direitos constitucionais. Todos os dias eram dias históricos porque um evento com a devida cobertura mediática assim o garantia. Éramos todos tão felizes. As principais questões do país eram quem podia casar com quem. Éramos um verdadeiro salão de festas. Medina Carreira era um tremendista. Os ordenados dos funcionários públicos aumentavam 2,9 num ano. E íamos ter aeroportos, TGV, auto-estradas para todo o lado… Essa mistificação acabou neste dia.


Sócrates e Alberto João foram o lado mais grotesco dessa ilusão mas estão longe de ser os únicos. Anda para aí uma legião de gente que todos os dia inventa uma  indignação para justificar não se ter feito antes o que se devia.  Confesso que tenho pouca paciência para essse exercício de auto-indulgência mas reconheço que funciona num país que se viciou na mentira. Mas o que se espera é que PS e PSD apresentam propostas ideologicamente sustentadas  para o país. Que o PS deixe de andar a fazer de conta que é a água oxigenada deste estado que vive acima das sua possibilidades: onde é que estão as propostas socialistas para governar como socialistas sem nos arruinar?  E que o PSD se deixe de esconder  atrás da troika para justificar as medidas que se estão a tomar.


 


Helena F Matos, Blasfémias

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Recortes da blogosfera e da imprensa

O ano em que o céu nos caiu nas cabeças. Felizmente



Não há nada que irrite mais os puristas da política e os idealistas de todas as estações do que recordar-lhes algumas verdades essenciais que qualquer dona de casa conhece. De resto, a simples evocação do termo “dona de casa” deixa-os fora de si. Com razão: as donas de casa fazem contas e conhecem as dificuldades do fim do mês, os fala-barato dos grandes projectos têm tendência para ignorar essas realidades comezinhas.


Ora, para compreendermos os que se passou em Portugal no último ano, temos de perceber que, ao fim de muitos anos de desvario, os portugueses voltaram a fazer contas. E começaram a fazê-lo antes do seu próprio Governo.


Há um ano, para quem já não se recorde, ainda vivíamos num mundo irreal. O primeiro-ministro de então abriu a semana antes do Natal com uma ida a Castelo Branco inaugurar uma Loja do Cidadão, prosseguiu com uma cerimónia no CCB com as IPSS e terminou sentado, pela sexta vez, ao volante do automóvel eléctrico que traria para Portugal a fábrica de baterias que afinal não veio. A ministra da Saúde passou a semana a contradizer-se sobre a dimensão do buraco orçamental do sector. O ministro das Obras Públicas inaugurou mais dois troços de PPP-alcatrão, daqueles que só acabaremos de pagar lá para 2050. Entretanto os jornais anunciavam que o fecho das contas de 2010 ameaçava ser problemático (foi ainda pior), que a Moody”s poderia cortar o rating de Portugal (cortou mesmo) e que o salário de Dezembro não chegou a tempo a todos os juízes.


Aprecie-se mais ou aprecie-se menos, já não vivemos neste desvario, apesar de muitas pessoas (como o deputado Pedro Nuno Santos) terem sinceramente saudades dessa época.


O último grande líder político que não tinha medo de assumir que, nas contas públicas, se devia ter o mesmo tipo de preocupação de uma dona de casa foi – poderia deixar de ser? – uma mulher. Margaret Thatcher, é claro. Logo na primeira campanha eleitoral em que participou, em 1949, trinta anos antes de chegar a primeira-ministra, recomendou às suas eleitoras que “não se assustassem com a linguagem complicada dos economistas e dos ministros, antes pensassem na política tal como pensam nos seus problemas domésticos”. Isso para defender que não se deve gastar para além do que se ganha – em casa ou no país.


Quando a “Dama de Ferro” chegou ao poder, no final da década de 1970, uma época de dívidas crescentes e inflação descontrolada, continuou a invocar a mítica dona de casa para lembrar que o endividamento não torna as pessoas mais livres, antes mais dependentes, e que a dependência é uma forma de degradação pessoal e social. E que é fatal para a soberania nacional.


Portugal teve a noção clara do que significava a dependência no dia em que aterraram em Lisboa os enviados da troika. Como “cobradores do fraque”, eles entraram pela nossa casa adentro, vasculharam as contas, ditaram regras, disseram o que podíamos fazer e o que tínhamos de deixar de fazer. Portugal, como acaba de confirmar aEconomist Intelligence Unit no seu índice Index of Democracy 2011, deixou nessa altura de ser “uma democracia plena” para ser apenas uma “democracia com falhas”. Porquê? Porque os portugueses deixaram de poder decidir livremente sobre aspectos essenciais da sua vida colectiva. Porque perdemos soberania.


Antes de o país, e de o Estado, se ver nesta lamentável situação, já muitos portugueses tinham começado a sentir, nas suas economias domésticas, as consequências de anos de vida desvairada. O primeiro choque chegou ainda antes da crise internacional: veio na forma da subida das taxas de juro sentida nos primeiros meses de 2008, momento a partir do qual começaram a chegar a muitos empregadores notificações para reterem parte dos ordenados de alguns trabalhadores, retenção feita a favor dos seus credores. Se olharmos para o índice de confiança dos consumidores do INE, confirmamos que é nessa altura, há mais de três anos, que os portugueses começam a desacreditar.


Para muitos portugueses aquilo que o Governo está a fazer agora – apertar o cinto, e muito – é o que eles já começaram a fazer há bastante tempo. A linguagem simples e directa de Vítor Gaspar não lhes é estranha. Pelo contrário.


Mesmo assim, em Portugal, continua a ser tabu considerar que o Estado se deve comportar com a probidade e o rigor de uma dona de casa. Isso ainda é visto como um insulto. Mas tal não impediu que uma parte da linguagem doméstica dos lares com dificuldades no fim do mês tivesse ganho foros de alforria: “Não há dinheiro.” Tal como um pai que recusa mais um pedido de um filho, o ministro das Finanças começou por repetir aos seus colegas, e estes agora repetem ao país a mais dura das verdades: o dinheiro acabou.


Foi esta a realidade com que todos (ou quase todos, há sempre uns irredutíveis proponentes de novos “investimentos”) fomos confrontados em 2011. Foi este o céu que nos caiu em cima da cabeça. E por muito duro que tal seja, ainda bem que sucedeu. Mais tempo passasse e mais peso teríamos de suportar, mais difícil seria sacudirmos a dependência.


Durante muitos anos, em Portugal, na Europa, no mundo ocidental, um optimismo esfuziante permitiu que se chegasse ao poder com base em lemas do tipo “as coisas só podem ficar melhores”, como sucedeu com Tony Blair em 1997. Não parecia mais necessário realizar escolhas dolorosas ou ter de fazer sacrifícios: o progresso chegaria naturalmente, bastavam as boas intenções da famosa “Estratégia de Lisboa” (lembram-se? Era a que faria da Europa, em 2010, a economia mais dinâmica do mundo…) e manter viva “a confiança” dos eleitorados.


Nessa época – a época de Blair e de Clinton, de Guterres e de Schroeder, de Prodi e de Jospin – o mapa político da Europa pintava-se de cor-de-rosa e havia “um amigo na Casa Branca”. A ideia thatcheriana de que se devem enfrentar os problemas em vez de os varrer para debaixo do tapete, esperando que se resolvam por si, parecia coisa de um passado longínquo.


Cruel engano, terrível desilusão. Dez anos depois o mapa político da Europa não podia ser mais diferente. Neste momento 97 por cento dos europeus são governados por executivos de centro-direita e a crise não parece estar a abrir caminho a um eventual regresso do centro-esquerda. Pior: sem dinheiro, sem capacidade de endividamento ilimitada, até os governos de centro-esquerda estão obrigados a políticas que antes execravam. Para socialistas e sociais-democratas, terem colocado os seus países e a Europa na mão dos credores correspondeu a um suicídio político de consequências ainda difíceis de prever. Sobretudo pelos que ainda pensam que pagar as dívidas é uma ideia de criança… 


 


Jose Manuel Fernandes, Público e Blasfémias, 23 Dezembro 2011
 

sábado, 22 de outubro de 2011

Recortes da blogosfera e da imprensa

Carta a um filho sobre estes dias que correm


 


Escrevo-te no final de um estranho mês de Outubro. Depois de um Verão triste, tivemos sol e calor. Na praia e o mar estava estranhamente calmo. Teriam sido semanas descontraídas e alegres se não fossemos lendo as notícias. Sabíamos que elas, quando chegassem, seriam más – mas não estávamos à espera de notícias tão más.


Não sou funcionário público e ainda nem falei com o teu avô, que perderá, nos próximos anos, os subsídios de férias e de Natal. Mas sei que os funcionários públicos e os pensionistas estão atordoados. É natural. Não estavam à espera. Ninguém estava à espera. Mesmo eu, que há muito defendia a necessidade de diminuir os gastos com a função pública, não imaginava que fosse assim.


No entanto tenho a percepção da fatalidade. Julgo que muita gente a tem. O dinheiro acabou. O nosso e até o que nos emprestam. Não posso nem quero imaginar que fosse através de mais impostos que se resolvessem as aflições do próximo Orçamento, como parece sugerir o Presidente da República. Não posso nem quero imaginar que o governo deste país continuasse a fazer como os governos do passado, a fingir que cumpria as metas disfarçando as dívidas.


É por isso que não posso deixar de pensar: o que foi que nos trouxe até aqui? O que foi que nos meteu neste poço a que só agora vemos as paredes escuras, negras?


Também te escrevo envergonhado. Porque escrevo para te dizer, por exemplo, que quando tiveres a minha idade, se ainda andares por este país, continuarás a pagar centenas e centenas de quilómetros de auto-estradas que se degradarão antes de chegarem a ter movimento que se veja. Ou para te alertar que bem antes de chegares à idade da reforma o sistema de pensões terá entrado em colapso (dizem-me que ainda haverá dinheiro para os da minha idade, mas não acredito).


Escrevo-te sobretudo para te contar como desperdiçámos a melhor oportunidade de um século de história. Ou mesmo dos últimos dois séculos.


Sei que muitos andam por aí a culpar “os políticos”. Têm razão: houve muita irresponsabilidade política, houve dolo e houve corrupção. Há alguns figurões a que nunca perdoarei, e espero que o país não perdoe. Mas eu não culpo só “os políticos”. Ou só “os banqueiros”, apesar de estes também terem contribuído para a irresponsabilidade do festim. Eu culpo também uma nação que se embebedou com a ilusão da riqueza fácil, do sonho de “ser como os outros europeus” no espaço de uma década.


No outro dia pus-me a olhar para o meu carro. Seria necessário ter um modelo tão bom? Não. Mas tudo estava feito para que o tivesse. Em poucos anos, Portugal encheu-se de automóveis. Na Europa só os italianos têm proporcionalmente mais carros do que os portugueses. O parque automóvel de Lisboa é imensamente mais rico do que o de Copenhaga ou Estocolmo. Mas não só. Somos o povo com mais telemóveis. E o que mais casas próprias comprou. Até casas de segunda habitação.


Muitos da minha geração fizeram tudo para proporcionar aos filhos os bens de consumo a que eles próprios não haviam tido acesso, mas não fizeram o suficiente para que muitos da tua geração saíssem mais cede de casa dos pais. Há quem diga que é assim porque ainda acreditamos nos valores familiares, mas eu desconfio. Afinal com que família sonhamos se, ao mesmo tempo, somos um dos países da Europa onde nascem menos crianças?


 


Não te vou contar a história de todas as oportunidades falhadas. Ou de todas as políticas criminosas. Ou de todos os roubos, que também os houve. Prefiro tentar, mais humildemente, explicar como te expropriámos o futuro.


Nasceste, como eu nasci, num país de cultura atávica. Num país onde se prefere a protecção do nepotismo ao risco da emancipação. Um país habituado à segurança, mesmo que na pobreza relativa. A revolução não nos mudou, apenas transformou tudo em direitos. Os empregos tinham de ser para a vida, de preferência empregos no Estado. Ninguém pôde tocar nas rendas antigas, pelo que a minha geração teve de ir á procura de casa própria e a tua… nem isso. Os despedimentos são tabu. Houve até quem assumisse “direitos” como a reforma aos 55 ou 56 anos.


Neste país não há profissões: há posições. Quem as ocupa chama-lhes suas, e barra os caminho a todos os competidores. Neste país não há feriados: há “pontes” e fins-de-semana alargados. Neste país detesta-se a avaliação: somos todos “bons” ou “muito bons”. Neste país fala-se muito dos jovens, mas não há oportunidades nem bons olhos para os mais novos.


Enquanto a economia foi crescendo, enquanto o dinheiro (primeiro o dos emigrantes, depois o da Europa) foi chegando, parecia que corria tudo bem. Mas isso tinha de acabar, e acabou. Foi nessa altura que o desemprego dos da tua idade começou a disparar. Antes de disparar todo o desemprego. Ninguém que, nessa época, chamasse a atenção para a insustentabilidade da nossa economia era ouvido. Gozava-se com o Medina Carreira. Diziam que todos os que chamavam a atenção para o risco de nos embebedarmos com os juros baixos eram apenas “velhos do Restelo”. Na nossa vida privada, compravamos mais um plasma. No Estado, contratava-se mais uma PPP para outra auto-estrada.


 


Quando penso no que nos aconteceu como país, e no que aconteceu ao Estado, lembro-me das campanhas da Cofidis e outras empresas de crédito fácil. Para muitos, esse dinheiro ao virar da esquina e a ilusão de que os ordenados aumentariam todos os anos, levou-os a comprar hoje o que julgavam poder pagar amanhã. Até que começaram a ver o salário penhorado por dívidas e, mesmo sem perderem os empregos, perderam os rendimentos.


O país todo portou-se da mesma forma. Desde 1995 que consumimos, em média, mais dez por cento do que produzimos. Sempre a crédito. Sempre com dívidas maiores. Sempre sem sermos capazes de nos emendarmos a tempo.


O que se passou no Estado – por via de vários governos centrais, dos governos regionais e das autarquias – foi muito pior. Inventaram-se expedientes para continuar a gastar sem pagar. Já deves ter ouvido falar das PPP’s, mas são só uma parte do problema. Há empresas públicas fictícias que, para financiar o Estado, lhe compram os imóveis e, depois, lhos alugam. Outras que fazem as obras para as quais não há (nem havia) dinheiro, como nas escolas. Outras, como as de transportes, que são veículos de endividamento. Se na Madeira se construiu uma marina que nunca teve barcos, em Lisboa há outra marina na Expo que nunca serviu para nada e em Beja um aeroporto vazio. O Alqueva já consumiu milhões e ainda não rega um hectare. E por aí adiante. A lista é infindável e o espantoso é que os autores dos desmandos andam por aí a rir e a atirar setas aos que, agora, tentam concertar a casa em ruínas.


Vivemos de mentiras – votámos mesmo em mentiras apesar de vários alertas – e na ilusão de que o dinheiro chegaria sempre. Não chegou. A factura que estamos a pagar é imensa. A que te vamos deixar, além de imensa, é imoral.


 


Chegámos a uma altura em que um governo nos veio dizer que temos de empobrecer. Admiro-lhe a frontalidade (gostei muito de ver, por exemplo, a franqueza com que o ministro das Finanças se explicou na televisão). Gosto da lufada de ar fresco que representa esta sinceridade.


A ti isso pouco te importa. O que conta é saber se saímos inteiros do embate deste “martelo-pilão”, como lhe chama o Pacheco Pereira. Acho que sim. Podemos ter um Orçamento que é como “um Houdini algemado dentro de uma camisa-de-forças fechado num aquário de água salgada”, uma imagem do Pedro Guerreiro, mas tal como o Houdini não temos alternativa senão safarmo-nos.


Talvez tenhas ouvido dizer que assim se acrescenta recessão à recessão. É verdade, mas só num primeiro momento. Depois, a única esperança que a minha geração pode devolver à tua é quebrar o ciclo da dívida e permitir que, sem loucuras, os bancos possam voltar a financiar a economia. Prosseguir o caminho que vinha detrás é alimentar a ilusão de que, continuando o Estado a gastar dinheiro, ou a estimular o consumo que nos levou ao endividamento, a economia recupera. Não acredites: afunda-se ainda mais. E passará aos da tua idade um passivo ainda maior.


O dever dos que têm a minha idade, sobretudo dos que, melhor ou pior, viveram os anos do bem-bom e estão razoavelmente instalados, não é declarem-se “indignados” por perderem alguns direitos – é aceitarem que algum ajustamento nos seus hábitos, mesmo um ajustamento doloroso e duro, é necessário para libertar recursos para os que têm realmente razões para se indignarem. Os da tua idade.


A minha geração passou a vida a reivindicar direitos pagos pelo dinheiro de todos. Ainda hoje continuo a ouvir por todo lado gente a pedir que se use o Estado para “apostar” na economia, o que quase sempre significa apostar nas empresas amigas. Possa a tua geração fazer em Portugal o que tantos de vocês fizeram emigrando: correr riscos, inovar, trabalhar com ambição, cerrar os dentes. A muitos da minha geração só se lhes saírem da frente. Mesmo deixando-te as SCUT’s para pagar.


 


José Manuel Fernandes


Público, 21 Outubro 2011

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Recortes da blogosfera, ou, como o regresso à realidade pode tornar o nosso país bem melhor

Transportes públicos aumentam 15%


 


1. O preço dos transportes para os utentes vai aproximar-se do valor real.


2. Utentes passam a ter incentivo para seleccionarem melhor o local onde vivem e a localização do emprego que têm (efeito positivo desta medida terá que ser complementado com medidas que liberalizem o mercado de arrendamento)


3. Empresas passam a ter um incentivo para se localizarem nas cidades satélite, tornando-as mais autónomas e reduzindo os movimentos pendulares  (como os custos de transporte aumentam, o diferencial de salários entre o centro e a periferia vai aumentar)


4. O Estado reduz o subsídio à suburbanização dos grandes centros urbanos.


5. Empresas públicas de transportes deixam de destruir tanto valor.


6. Aquele mundo esquizofrénico em que se subsídia a mobilidade e o combate à desertificação dos centros históricos começa a acabar.


7. A conversa  “o local X não tem transportes” passa a  fazer menos sentido. A partir do momento em que se reconhece que o transporte público não é barato, pressão para expansão da rede pública e do respectivo buraco financeiro diminui.


 


João Miranda, Blasfémias

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O que será que o PSD pensa sobre esta lista?

Entidades do Sector Institucional das Administrações Públicas 2009


Fonte: INE


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A. N. M. P. – Associação Nacional de Municípios Portugueses


Abomarão – Associação de Freguesias da Aboboreira e Marão


Abranpolis, Empresa de Desenvolvimento E.M.


Academia das Artes da Maia – Produções Culturais E.M.


Acção Pdl – Empresa Municipal de Urbanização, Requalificação Urbana e Ambiental


Adl – Águas de Longroiva, Exploração e Gestão de Águas Termais, E.E.M.


Adral – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo, S.A.


Ain – Agro-Industrial do Nordeste, S.A.


Am – Aquário da Madeira, E.M.


Amagás – Associação de Municípios Para O Gás


Amagra – Associação de Municípios Alentejanos Para A Gestão Regional do Ambiente


Amalga – Associação de Municípios Alentejanos Para A Gestão do Ambiente


Amamb – Associação de Municípios do Alto Alentejo para o Ambiente


Ambifaro – Agência Para O Desenvolvimento Económico de Faro, S.A.


AMC – Vouga Associação de Municípios do Carvoeiro – Vouga


Amcal – Associação de Municípios do Alentejo Central


Ampv – Associação de Municípios Portugueses do Vinho



ANAFRE – Associação Nacional de Freguesias


Anima Cultura – Sociedade de Concepção e Gestão de Projectos de Animação e Desenvolvimento


Sócio-Turístico, Unipessoal Lda


Apor – Agência Para A Modernização do Porto, S.A.


Área Metropolitana de Leiria


Área Metropolitana do Porto


Areal Dourado – Eventos, Gestão de Equipamentos Desportivos e Culturais e Acção Social, E.E.M.


Assoc. de Munic. /Cascais Oeiras e Sintra P/. Tra. /Resd. Sólidos – (Amtres)


Associação de Freguesias da Cidade de Beja


Associação de Freguesias da Raia e do Côa


Associação de Freguesias da Ribeira dos Cadelos


Associação de Freguesias de Direito Público da Cidade de Santarém


Associação de Freguesias de Direito Público de Arganil


Associação de Freguesias do Concelho da Lourinhã


Associação de Freguesias do Concelho de Évora


Associação de Freguesias do Concelho de Óbidos


Associação de Freguesias do Município de Mafra


Associação de Municípios da Ilha de São Miguel


Associação de Municípios da Ilha do Pico (Amip)


Associação de Municípios da Região Dão-Lafões


Associação de Municípios da Região de Setúbal


Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão


Associação de Municípios da Terra Fria do Nordeste Transmontano


Associação de Municípios das Terras de Santa Maria


Associação de Municípios do Alto Tâmega – AMAT


Associação de Municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral


Associação de Municípios do Baixo Sabor de Fins Específicos


Associação de Municípios do Distrito de Évora (Amde)


Associação de Municípios do Douro Superior


Associação de Municípios do Enxoé (Ame)


Associação de Municípios do Norte Alentejano


Associação de Municípios do Oeste


Associação de Municípios do Pinhal Interior Norte


Associação de Municípios do Pinhal Litoral


Associação de Municípios do Vale de Sousa – VALSOUSA


Associação de Municípios do Vale do Ave


Associação de Municípios do Vale do Cávado


Associação de Municípios do Vale do Côa


Associação de Municípios do Vale do Douro – Norte


Associação de Municípios do Vale do Douro-Sul


Associação de Municípios do Vale do Minho


Associação de Municípios Loulé/Faro – A.M.L.F.


Associação de Municípios Para Estudos e Gestão da Água – Amega


Associação de Municípios para o Ensaio de Materiais


Associação de Municípios Raia – Pinhal


Associação de Municípios Rede Portuguesa de Cidades Saudáveis


Associação dos Municípios da Cova da Beira


Associação dos Municípios da Terra Quente Transmontana


Associação dos Municípios das Regiões Bairrada/Vouga


Associação dos Municípios do Triângulo


Associação Freguesias Serra Caramulo


Associação Intermunicipal Alo – Digital


Associação Intermunicipal de Água da Região de Setúbal – A.I.A.


Associação Intermunicipal Serra Estrela


Associação Municípios Natureza e Tejo


Associação Municípios Pinhal Interior Sul


Associação Portuguesa dos Municípios Com Centro Histórico


Associação Regional dos Municípios do Vale do Távora


Associação Transfronteiriça dos Municípios das Terras do Grande Lago Alqueva


Avale – Associação de Freguesias do Vale do Leça (Maia)


Avepark – Parque de Ciência e Tecnologia, S.A.


Baixa Pombalina Sru – Sociedade de Reabilitação Urbana E.M.


Barrosana – Administração e Gestão do Património do Município E.M.


Basto Solidário – Serviços de Acção Social e Cuidados de Saúde E.M.


Bragahabit – Empresa Municipal de Habitação de Braga – E.M.


Brancelhe/Cooperativa de Prestação de Serviços Culturais e Turísticos


C. D. R. – Cooperação e Desenvolvimento Regional, S.A.


C.I.M.A.L. – Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral


Caça e Turismo Terras de Vimioso Lda


Caid – Cooperativa de Apoio À Integração do Deficiente Ciprl


Cais Invest, Empresa Para O Desenvolvimento do Município de São Roque do Pico, E.M.


Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto – Cedp, S.A.


Centro de Estudos e Formação Aquiles Estaço, Lda


Centro Municipal de Cultura e Desenvolvimento de Vila Velha de Rodão


Cim do Ave – Comunidade Intermunicipal do Ave


Cmpl – Porto Lazer – Empresa de Desporto e Lazer do Município do Porto, E.E.M.


Coimbra Inovação Parque – Parque de Inovação Em Ciência, Tecnologia e Saúde, S.A.


Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo


Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro – Baixo Vouga


Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo


Comunidade Intermunicipal do Baixo Mondego (Cim-Bm)


Comunidade Intermunicipal do Cávado


Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo


Comunidade Intermunicipal do Minho-Lima


Comunidade Intermunicipal do Pinhal


Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa


Comunidade Urbana do Vale do Sousa


Comurbeiras – Comunidade Urbana das Beiras


Comurbtâmega – Comunidade Urbana do Tâmega


Culturguarda, Gestão da Sala de Espectáculos e Actividades Culturais E.M.


Culturpico, Equipamentos e Projectos Para O Desenvolvimento do Município das Lajes do Pico,


E.E.M.


Culturval Gestão de Equipamentos Culturais de Vila Real, E.E.M.


D.L.C.G. – Desporto, Lazer e Cultura de Gouveia, E.E.M.


Desenvolvimento Turístico da Costa do Estoril E.M.


Desmor E.E.M.


E. P. F. – Ensino Profissional de Felgueiras Lda


E. P. R. M. – Escola Profissional de Rio Maior Lda


Ecalma – Empresa Municipal de Estacionamento e Circulação de Almada E.M.


Edeaf – Empresa Municipal de Desenvolvimento de Alfândega da Fé E.M.


Educa – Empresa Municipal de Gestão e Manutenção de Equipamentos Educativos de Sintra,


E.E.M.


Egeac – Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, E.E.M.


Ema – Estádio Municipal de Aveiro E.M.


EML – Empresa Municipal de Urbanização, Requalificação Urbana e Ambiental e Habitação Social


de Lagoa, E.M.


Empet – Parques Empresariais de Tavira E.M.


Empreendimentos do Norte Lda


Empreendimentos Solcalheta, E.E.M.


Empresa de Melhoramentos de Alcanena, S.A.


Empresa Municipal Celoricense-Gestão de Espaços Culturais e Sociais, EM


Empresa Municipal de Cultura e Recreio – E.M.cr de Seia – E.M.


Empresa Municipal de Desportos de Barcelos, E.E.M.


Empresa Municipal de Educação e Cultura de Barcelos E.M.


Ensinansiães – Ensino Técnico-Profissional – Cooperativa de Interesse Público de


Responsabilidade Limitada


Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal


Epa – Escola Profissional de Alte Ciprl


Epave-Escola Profissional do Alto Ave, Sociedade Unipessoal Lda


Epb – Escola Profissional de Braga Lda


Epralima – Escola Profissional do Alto Lima – Cooperativa de Interesse Público e


Responsabilidade Limitada


Ept-Ensino Profissional de Tomar Lda


Escola Intercultural Profissões e Desporto Amadora E.M.


Escola Profissional da Mealhada Lda


Escola Profissional de Vouzela, Soc Unipessoal, Lda.


Escola Profissional do Marques de Valle Flôr, Lda


Espaço Povoação – Empresa Municipal de Actividades Desportivas, Recreativas e Turísticas E.M.


Esuc – Empresa de Serviços Urbanos de Cascais E.M.


Falcão Cultura, Turismo e Tempos Livres, E.M.


Fatiparques – Parques de Negócios Ourém / Fátima, S.A.


Federação das Associações do Município de Oliveira de Azeméis (Famoa)


Federação dos Municípios da Ilha de São Miguel


Feira Viva, Cultura e Desporto, E.E.M.


Figueira Cultura e Tempos Livres E.M.


Figueira Grande Turismo – E.E.M.


Flores Invest, Empresa Municipal de Desenvolvimento, S.A.


Fortaleza de Cascais E.M.


Fozcoactiva – Gestão de Equipamentos Desportivos e Culturais, E.E.M.


Fozcoainvest – Energia, Turismo e Serviços E.M.


Futurolhão – Investimentos e Iniciativas de Desenvolvimento, E.M.


Gaianima – Equipamentos Municipais E.E.M.


Gaiasocial-Entidade Empresarial Municipal de Habitação, E.E.M.


Gamal – Grande Área Metropolitana do Algarve


Geodesis Turis – Promoção e Gestão Turística de Vila de Rei E.M.


Gescadaval – Gestão de Instalações e Equipamentos de Desporto, Cultura e Lazer EM


Grande Área Metropolitana de Lisboa


Grande Área Metropolitana de Viseu


Grande Área Metropolitana do Minho


Guarda Cidade Desporto E.M.


H.S.N. – Empresa Municipal de Habitação Social do Concelho do Nordeste E.M.


Hortaludus, Gestão e Exploração de Equipamentos E.M.


Hotel de Turismo da Guarda Lda


Hpem – Higiene Pública E.E.M.


Icovi – Infraestruturas e Concessões da Covilhã, E.E.M.


Instituto de Educação e Formação do Sorraia Lda


Ipm – Iluminação Pública da Madeira – Associação de Municípios


Lar de Santo António


Lisboa Ocidental, Sru – Sociedade de Reabilitação Urbana E.E.M.


Loulé Concelho Global, Em, Unipessoal, S.A.


Madalena Progresso, E.M.


Maisjuntas – Associação de Freguesias do Concelho da Guarda


Maisourem S.A.


Marc – Mercado Abastecedor da Região de Chaves, S.A.


Mercado Municipal de Faro, S.A.


Mercados de Olhão E.M.


Mercoalcobaca Mercado de Origem de Frutas e Legumes de Alcobaça


Minhocom Gestão Infraestruturas Telecomunicações E.I.M.


Mme – Mercado Municipal de Évora, S.A.


Moveaveiro – Empresa Municipal de Mobilidade E.M.


Ms – Matosinhos Sport, Empresa Municipal de Gestão e Equip Desportivos e de Lazer, E.E.M.


Municipália – Gestão de Equipamentos e Património do Município de Odivelas E.M.


Naturfafe – Prestação de Serviços de Turismo, Desporto, Cultura e Tempos Livres, Crl


Naturtejo – Empresa de Turismo E.I.M.


Nova Meda – Empresa Gestora de Equipamentos Municipais, E.E.M.


Óbidos Requalifica – E.E.M.


Odiana – Associação para o Desenvolvimento do Baixo Guadiana


Parkurbis – Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã, S.A.


Parque Biológico de Gaia, E.E.M.


Pavilhão do Arade, Congressos, Espectáculos e Animação do Arade, S.A.


Pda Pq Desportivo Aveiro S A


Penafiel Activa – Entidade Empresarial Local, E.E.M.


Pombal Prof – Soc de Educação e Ensino Profissional, Lda


Ponta Delgada Social – Construção, Exploração e Gestão de Equipamentos Sociais, Sociedade


Unipessoal Lda


Portimão Urbis Sgu-Sociedade de Gestão Urbana, E.M.


Porto Santo Verde, Geoturismo e Gestão Ambiental, E.E.M.


Povoainvest – Empresa Municipal de Habitação Social E.M.


Praia Cultural – Cooperativa de Interesse Público e de Responsabilidade Limitada


Praia Em Movimento, E.M.


Primus Mgv – Promoção e Desenvolvimento Regional, S.A.


Prodeso – Ensino Profissional Lda


Proençatur, Empresa de Turismo de Proença E.M.


Profiacademus – Escola Profissional de Santa Comba Dão – Unipessoal Lda


Proruris – Empresa Municipal de Desenvolvimento Rural de Vinhais, E.E.M.


Qualidade de Basto – Empresa Para O Desenvolvimento do Tecido Económico Local, E.E.M.


Regi – Planeamento e Desenvolvimento Regional E.I.M.


Renovarum – Renovação Urbana da Maia Lda


Resiurb – Associação de Municípios para o Tratamento de Resíduos Sólidos


Ribeira Grande Mais Empresa Municipal de Habitação Social Requalificação Urbana


Santa Cruz XXI – Gestão de Equipamentos Municipais e Prestação de Serviços E.M.


Satu – Oeiras – Sistema Automático de Transporte Urbano, E.M., S.A.


Scalabis Norte – Associação de Freguesias de Direito Público do Norte do Concelho


Scalabisport – Gestão de Equipamentos e Actividades Desportivas E.M.


Serpobra – Sru – Sociedade de Reabilitação Urbana E.M.


Sicó Formação – Sociedade de Ensino Profissional, S.A.


Sintra-Quorum – Gestão de Equipamentos Culturais e Turísticos, E.E.M.


Sociedade Teatral Louletana Lda


Sociedade Termal de Monção Lda


Sodenfor – Sociedade Difusora de Ensino da Figueira da Foz Lda


Sodera Investimentos e Projectos, S.A.


Sru Oriental – Sociedade de Reabilitação Urbana E.M.


T.E.G.E.C. Trancoso Eventos, Empresa Municipal de Gestão de Equipamentos Culturais e de


Lazer E.E.M.


T.M.F. – Teatro Municipal de Faro – E.M.


Teatro Aveirense Lda


Teatro Circo de Braga, S.A.


Tema – Teatro Municipal de Aveiro E.M.


Terras do Infante – Associação de Munícipios


Tgla – Turismo Terras do Grande Lago Alqueva


Tratoser – Tratamento e Serviços Ambientais, S.A.


Trofa-Park – Empresa de Reabilitação Urbana, Desenv Económico, Inov Empresarial e Gestão de


Equip E.E.M.


Tum – Transportes Urbanos da Maia E.M.


Turismo da Serra da Estrela


Turismo de Leiria – Fátima


Turismo de Lisboa e Vale do Tejo


Turismo do Alentejo Litoral


Turismo do Alentejo, E.R.T.


Turismo do Algarve


Turismo do Douro


Turismo do Oeste


Turismo do Porto e Norte de Portugal


Uniminho – Associação do Vale do Minho Transfronteiriço


Vale-e-Mar – Comunidade Urbana


Valicom Gestão Infraestruturas Telecomunicações E.I.M.


Velasfuturo – Empresa Pública Municipal de Gestão de Equipamentos Culturais, Desportivos,


Económicos e de Lazer, E.E.M.


Vfc Empr – Emp Municipal de Activ Desp Recreativas e Turísticas de Vila Franca do Campo E.M.


Vieira Cultura e Turismo E.M.


Vila Real Social – Habitação e Transportes E.M.


Vila Solidária – Empresa Municipal de Habitação Social E.M.


Vimioso 2003 – Actividades Artesanais e Turísticas de Vimioso E.M.


Vitaguiar – Apoio Ao Desenvolvimento Agro-Industrial E.M.


Vougapark – Parque Tecnológico e de Inovação do Vouga E.M.


Wrc – Web Para A Região Centro, Agência de Desenvolvimento Regional, S.A.


A. D. D. – Associação de Desenvolvimento do Dão


AD ELO – Associação de Desenvolvimento Local da Bairrada e Mondego


ADAE – Associação de Desenvolvimento da Alta Estremadura


ADELIACOR – Associação para o Desenvolvimento Local de Ilhas dos Açores


ADENE – Agência para a Energia


ADEPORTO – Agência de Energia do Porto


ADER – SOUSA – Associação de Desenvolvimento Rural das Terras do Sousa


ADER-AL – Associação para o Desenvolvimento do Espaço Rural do Norte do Alentejo


ADERES – Associação de Desenvolvimento Rural Estrela Sul


ADIBER – Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra


ADICES – Associação Desenvolvimento Local


ADIRN – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte


ADL – Associação de Desenvolvimento do Litoral Alentejano


ADL – Associação de Desenvolvimento Local – Pax Júlia


ADLEI – Associação para o Desenvolvimento de Leiria


ADRACES – Associação para o Desenvolvimento da Raia Centro-Sul


ADREPES – Associação para o Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal


ADRIL – Associação do Desenvolvimento Rural Integrado do Lima


ADRIMINHO – Associação de Desenvolvimento Rural Integrado do Vale do Minho


ADRUSE – Associação de Desenvolvimento Rural da Serra da Estrela


Agência de Desenvolvimento Regional de Entre Douro e Vouga


Agência de Desenvolvimento Regional do Oeste – ADRO


Agência de Energia e Ambiente da Arrábida


Agência de Energia e Ambiente do Vale do Ave


AGÊNCIA do ARADE – Associação de Desenvolvimento do Arade


Agência Municipal de Energia de Almada – Ageneal


Agência Municipal de Energia de Sintra – AMES


Agência Regional de Energia do Centro e Baixo Alentejo


ALENTEJO XXI – Associação de Desenvolvimento Integrado do Meio Rural


AME CASCAIS – Agência Municipal de Energia de Cascais


AMESEIXAL – Agência Municipal de Energia do Seixal


ARDE – Associação Regional para o Desenvolvimento


AREAC – Agência Regional de Energia e Ambiente do Centro


AREAL – Agência Regional de Energia e Ambiente do Algarve


AREALIMA – Agência Regional de Energia e Ambiente do Vale do Lima


AREAM – Agência Regional da Energia e Ambiente da Região Autónoma da Madeira


AREANATEJO – Agência Regional de Energia e Ambiente do Norte Alentejano e Tejo


AREARIA – Agência Regional de Energia e Ambiente da Ria


ARENA – Agência Regional da Energia e Ambiente da Região Autónoma dos Açores


ASDEPR – Associação para o Desenvolvimento e Promoção Rural


Associação de Desenvolvimento da Região do Alto Tâmega – ADRAT


Associação de Desenvolvimento Dão Lafões e Alto Paiva


Associação de Desenvolvimento das Freguesias da Zona Centro do Concelho de Trancoso


Associação de Desenvolvimento Rural Integrado das Serras de Montemuro Gralheira


Associação do Douro Histórico


Associação in Loco de Intervenção, Formação e Estudos para o Desenvolvimento Local


Associação para a Formação Profissional e Desenvolvimento do Montijo


Associação para a Promoção do Desenvolvimento Rural do Ribatejo – APRODER


Associação para a Promoção Rural da Charneca Ribatejana


Associação para o Desenvolvimento do Régia-Douro Park


Associação Portuguesa de Energia – APE


Associação Terras do Baixo Guadiana


ATAHCA – Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem Cávado e Ave


BEIRA-DOURO – Associação de Desenvolvimento do Vale do Douro


CORANE – Associação de Desenvolvimento dos Concelhos da Raia Nordestina


DESTEQUE – Associação para o Desenvolvimento da Terra Quente


DOLMEN – Cooperativa de Formação, Educação e Desenvolvimento do Baixo Tâmega Crl


Douro Superior – Associação de Desenvolvimento


DUECEIRA – Associação de Desenvolvimento do Ceira e Dueça


EDVENERGIA – Associação Energia Entre o Douro e Vouga


ENERAREA – Agência Regional de Energia e Ambiente do Interior


ENERDURA – Agência Regional de Energia da Alta Estremadura


ENERGAIA – Agência Municipal de Energia de Gaia


ESDIME – Agência para o Desenvolvimento Local no Alentejo Sudoeste CRL


FLAVIFOMENTO – Associação para o Fomento e Desenvolvimento Sustentável do Município


Chaves


GRATER – Associação de Desenvolvimento Regional


LEADER OESTE – Associação para o Desenvolvimento Rural


LEADER-SOR – Associação para o Desenvolvimento Rural Integrado do Sor


Lisboa E-Nova – Agência Municipal de Energia-Ambiente de Lisboa


LUSITÂNIA – Agência de Desenvolvimento Regional


MAIAINOVA – Associação para a Inovação e Desenvolvimento do Concelho da Maia


Monte – Desenvolvimento Alentejo Central – ACE


NOVALMADAVELHA – Agência de Desenvolvimento Local


OEINERGE – Agência Municipal de Energia e Ambiente de Oeiras


Pinhais do Zêzere – Associação para o Desenvolvimento


PINHAL MAIOR – Associação de Desenvolvimento do Pinhal Interior Sul


Plataforma Minho – Agência de Desenvolvimento Regional


PROBASTO – Associação de Desenvolvimento Rural de Basto


PRÓ-RAIA – Associação de Desenvolvimento Integrado da Raia Centro Norte


Raia Histórica – Associação de Desenvolvimento do Nordeste da Beira


Rota do Guadiana – Associação de Desenvolvimento Integrado


RUDE – Associação de Desenvolvimento Rural


S ENERGIA – Agência Local para a Gestão de Energia do Barreiro e Moita


Serra do Açor – Associação de Desenvolvimento Regional


SOL do AVE – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Vale do Ave


TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior


Terras de Sicó – Associação de Desenvolvimento


TERRAS DENTRO – Associação para o Desenvolvimento Integrado de Micro-Regiões Rurais


TRILHO – Associação para o Desenvolvimento Rural


VALSOUSA – Associação para o Desenvolvimento do Vale do Sousa


VICENTINA – Associação para Protecção e Desenvolvimento do Algarve Sudoeste


VILAS FRANCAS DA EUROPA – Associação para o Desenvolvimento Local e Transnacional


“Cimentos” – Federação das Caixas de Previdência


Caixa de Abono de Família dos Empregados Bancários


Caixa de Previdência do Pessoal da Companhia Portuguesa Rádio Marconi


Caixa de Previdência do Pessoal das Companhias Reunidas de Gás e Electricidade


Caixa de Previdência do Pessoal dos Telefones de Lisboa e Porto


Caixa de Previdência dos Trabalhadores da Empresa Pública das Águas de Lisboa, S.A.


Caixa de Previdência e Abono de Família dos Jornalistas


Centro de Gestão Financeira da Segurança Social – Região Autónoma dos Açores


Centro de Segurança Social da Madeira


Centro Nacional de Protecção Contra os Riscos Profissionais


Departamento de Acordos Internacionais de Segurança Social, I.P.


Fundo de Garantia Salarial


Fundo de Socorro Social


Fundo Especial de Segurança Social dos Profissionais de Banca dos Casinos


GESTINSUA – Aquisições e Alienações de Património Imobiliário e Mobiliário, S.A.


Instituto da Segurança Social, I.P.


Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social – IGFC


Instituto de Gestão de Regimes da Segurança Social – Região Autónoma dos Açores


Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social


Instituto de Informática e Estatística da Solidariedade


Administração Central Sistema Saúde I P


Administração Região Hidrográfica Alentejo I.P.


Administração Região Hidrográfica Algarve I.P.


Administração Região Hidrográfica Centro I.P.


Administração Região Hidrográfica Norte I.P.


Administração Região Hidrográfica Tejo I.P.


Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo


Administração Regional de Saúde do Alentejo


Administração Regional de Saúde do Algarve


Administração Regional de Saúde do Centro I.P.


Administração Regional de Saúde do Norte


Agência Nacional de Compras Públicas, E.P.E.


Agência Nacional para a Qualificação, I.P.


Agência Nacional PROALV – Programa Aprendizagem ao Longo da Vida


Agência para a Modernização Administrativa I.P.


Arsenal do Alfeite, S.A.


Assembleia da República


Autoridade da Concorrência – Ministério da Economia


Autoridade Nacional de Protecção Civil


Centro de Histocompatibilidade do Centro


Centro de Histocompatibilidade do Norte


Centro de Histocompatibilidade do Sul


Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais


Centro Hospitalar de Caldas da Rainha


Centro Hospitalar de Cascais


Centro Hospitalar de Torres Vedras


Centro Hospitalar do Oeste Norte (CHON)


Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra


Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa


Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema I.P.


Cofre de Previdência da Polícia de Segurança Pública


Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR Lisboa e


Vale do Tejo)


Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR Alentejo)


Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve)


Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR Centro)


Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR Norte)


Comissão Instaladora do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia – Inl


Conselho Superior da Magistratura


Costapolis, Sociedade para O Desenv do Programa Polis Na Costa de Caparica, S.A.


Ema – Empresa de Meios Aéreos, S.A.


Empresa de Gestão Partilhada de Recursos da Administração Pública, E.P.E.


Enatur – Empresa Nacional de Turismo, S.A.


Entidade Reguladora da Saúde


Entidade Reguladora do Sector Eléctrico


Entidade Reguladora para a Comunicação Social


Ep Estradas Portugal S.A.


Escola Nacional de Saúde Pública


Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa


Escola Superior de Enfermagem de Coimbra


Escola Superior de Enfermagem de Lisboa


Escola Superior de Enfermagem do Porto


Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril


Escola Superior Náutica Infante D.Henrique


Estádio Universitário de Lisboa


Faculdade Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbrã – FCTUC


Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto


Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa


Faculdade de Belas Artes


Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa


Faculdade de Ciências da Universidade do Porto


Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa


Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa


Faculdade de Ciências Sociais e Humanas


Faculdade de Desporto da Universidade do Porto


Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa


Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa


Faculdade de Economia da Universidade do Porto


Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa


Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto


Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa


Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa


Faculdade de Letras da Universidade do Porto


Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra


Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa


Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa


Faculdade de Medicina Dentária do Porto


Faculdade de Medicina Veterinária


Faculdade de Motricidade Humana


Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação


Frente Tejo S.A.


Fundação para a Ciência e Tecnologia


Fundação Universidade do Porto


Fundo de Estabilização Aduaneiro – FEA


Fundo de Estabilização Tributário do Ministério das Finanças – FET


Fundo de Fomento Cultural


Fundo de Intervenção Ambiental


Fundo de Regularização da Dívida Pública – FRDP


Fundo para as Relações Internacionais


Fundo Português de Carbono


Gabinete de Gestão Financeira do Ministério da Educação


Gabinete do Secretário – Geral Estruturas Comuns ao SIED e ao SIS


Gaiapolis, Sociedade para O Desenv do Programa Polis Em Vila Nova de Gaia, S.A.


Hospital Amato Lusitano – Castelo Branco


Hospital Cândido de Figueiredo


Hospital de Alcobaça Bernardino Lopes Oliveira


Hospital de Curry Cabral


Hospital de José Luciano de Castro


Hospital de Magalhães Lemos, E.P.E.


Hospital de Nossa Senhora da Conceição de Valongo


Hospital de Reinaldo dos Santos – Vila Franca de Xira


Hospital de São Marcos


Hospital de São Miguel


Hospital de São Pedro Gonçalves Telmo – Peniche


Hospital Distrital de Águeda


Hospital Distrital de Pombal


Hospital Distrital de São João da Madeira


Hospital Distrital do Montijo


Hospital do Arcebispo João Crisóstomo


Hospital do Litoral Alentejano


Hospital do Visconde de Salreu


Hospital Dr. Francisco Zagalo


Hospital Joaquim Urbano


Infarmed – Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento


Instituto da Conservação da Natureza


Instituto de Acção Social das Forcas Armadas


Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e Ao Investimento


Instituto de Ciências Sociais


Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, I.P. – IFAP


Instituto de Gestão do Crédito Público


Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu, I.P.


Instituto de Gestão Financeira e de Infra-Estruturas da Justiça I.P. – IGFIJ


Instituto de Higiene e Medicina Tropical


Instituto de Investigação Científica Tropical


Instituto de Meteorologia


Instituto de Oftalmologia Dr. Gama Pinto


Instituto de Orientação Profissional


Instituto de Tecnologia Química e Biológica


Instituto do Cinema e Audiovisual I.P.


Instituto do Desporto de Portugal I.P.


Instituto do Emprego e Formação Profissional, I.P.


Instituto dos Museus e da Conservação, I.P.


Instituto Financeiro para O Desenvolvimento Regional I.P.


Instituto Mobilidade e Transportes Terrestres I.P.


Instituto Nacional de Administração I.P.


Instituto Nacional de Emergência Médica


Instituto Nacional de Medicina Legal, I.P.


Instituto Nacional de Recursos Biológicos I.P.


Instituto Nacional de Saúde Dr Ricardo Jorge I.P.


Instituto Politécnico da Guarda


Instituto Politécnico de Beja


Instituto Politécnico de Bragança


Instituto Politécnico de Castelo Branco


Instituto Politécnico de Coimbrã


Instituto Politécnico de Leiria


Instituto Politécnico de Lisboa


Instituto Politécnico de Portalegre


Instituto Politécnico de Setúbal


Instituto Politécnico de Tomar


Instituto Politécnico de Viana do Castelo


Instituto Politécnico de Viseu


Instituto Politécnico do Cávado e do Ave


Instituto Politécnico do Porto


Instituto Politécnico Santarém


Instituto Português do Património Arquitectónico


Instituto Português do Sangue I.P.


Instituto Superior de Agronomia


Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa


Instituto Superior de Ciências Sociais e Politicas


Instituto Superior de Economia e Gestão


Instituto Superior de Engenharia de Lisboa


Instituto Superior de Engenharia do Porto


Instituto Superior de Estatística e Gestão de Informação


Instituto Superior Técnico


Instituto Tecnológico e Nuclear


Laboratório Nacional de Engenharia Civil, I.P.


LNEG – Laboratório Nacional Energia e Geologia I.P.


Maternidade Dr. Alfredo da Costa


Opart – Organismo de Produção Artística, E.P.E.


Parque Escolar E.P.E.


Polis Litoral Norte – Sociedade para a Requalificação e Valorização do Litoral Norte, S.A.


Polis Litoral Ria de Aveiro – Sociedade para a Requalificação e Valorização da Ria de Aveiro, S.A.


Polis Litoral Sudoeste – Sociedade para a Requalificação e Valorização do Sudoeste Alentejano e


Costa Vicentina, S.A.


Polisalbufeira, Sociedade para O Desenv do Programa Polis Em Albufeira, S.A.


Provedoria de Justiça


Rádio e Televisão de Portugal, S.A.


Reitoria da Universidade Técnica de Lisboa


Secção Regional da Madeira do Tribunal de Contas


Secção Regional do Tribunal de Contas Dos Açores


Secretaria – Geral da Presidência da República


Serviço de Acção Social do Instituto Politécnico de Beja


Serviço de Informações de Segurança


Serviço de Informações Estratégicas de Defesa e Militares


Serviços Acção Social Universidade Dos Açores


Serviços de Acção Social – Instituto Politécnico de Castelo Branco


Serviços de Acção Social da Universidade da Beira Interior


Serviços de Acção Social da Universidade da Madeira


Serviços de Acção Social da Universidade de Aveiro


Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbrã


Serviços de Acção Social da Universidade de Évora


Serviços de Acção Social da Universidade de Lisboa


Serviços de Acção Social da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro


Serviços de Acção Social da Universidade do Algarve


Serviços de Acção Social da Universidade do Minho


Serviços de Acção Social da Universidade do Porto


Serviços de Acção Social da Universidade Nova de Lisboa


Serviços de Acção Social da Universidade Técnica de Lisboa


Serviços de Acção Social do Instituto Politécnico da Guarda


Serviços de Acção Social do Instituto Politécnico de Bragança


Serviços de Acção Social do Instituto Politécnico de Coimbra


Serviços de Acção Social do Instituto Politécnico de Leiria


Serviços de Acção Social do Instituto Politécnico de Portalegre


Serviços de Acção Social do Instituto Politécnico de Santarém


Serviços de Acção Social do Instituto Politécnico de Setúbal


Serviços de Acção Social do Instituto Politécnico de Tomar


Serviços de Acção Social do Instituto Politécnico de Viana do Castelo


Serviços de Acção Social do Instituto Politécnico do Porto


Serviços de Acção Social do Instituto Superior Politécnico de Viseu


Serviços de Acção Social Escolar do Instituto Politécnico de Lisboa


Serviços Sociais da Administração Pública


Serviços Sociais da Guarda Nacional Republicana


Serviços Sociais da Polícia de Segurança Pública


Sociedade Polis Litoral Ria Formosa – Sociedade para a Requalificação e Valorização da Ria


Formosa S.A.


Tapada Nacional de Mafra – Centro Turístico, Cinegético e de Educação Ambiental – CIPRL


Teatro Nacional de São João E.P.E.


Tribunal de Contas


Turismo de Portugal, I.P.


Umic – Agência para a Sociedade do Conhecimento I.P.


Universidade Aberta


Universidade da Beira Interior


Universidade da Madeira


Universidade de Aveiro


Universidade de Coimbra


Universidade de Évora


Universidade de Lisboa


Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro


Universidade do Algarve


Universidade do Minho


Universidade dos Açores


Universidade Nova de Lisboa


Vianapolis, Sociedade para O Desenvolvimento do Programa Polis Em Viana do Castelo, S.A.


Viseupolis, Sociedade para o Desenvolvimento do Programa Polis Em Viseu, S.A.


Casa Pia de Lisboa


Cento de Formação e de Inovação Tecnológica (Inovinter)


Centro de Educação e Formação Profissional Integrada (Cefpi)


Centro de Formação Profissional da Indust, de Vestuário e Confecção (Civec)


Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul (Cenfic)


Centro de Formação Profissional da Indústria de Calçado (Cfpic)


Centro de Formação Profissional da Indústria de Fundição (Cinfu)


Centro de Formação Profissional da Indústria de Ourivesaria e Relojoaria (Cindor)


Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica (Cinel)


Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica (Cenfi)


Centro de Formação Profissional da Indústria Têxtil (Citex)


Centro de Formação Profissional da Reparação Automóvel (Cepra)


Centro de Formação Profissional das Indústria da Madeira e Mobiliário (Cfpimm)


Centro de Formação Profissional de Artesanato (Cearte)


Centro de Formação Profissional dos Trabalhadores de Escritório, Comércio, Serviços e Novas


Tecnologias (Citeforma)


Centro de Formação Profissional P/. A Indust. /. Eng. de Águas e Termalismo (Cinagua)


Centro de Formação Profissional P/. Sect. da Const. Civil e O. Públicas do Norte (Ciccopn)


Centro de Formação Profissional para a Indústria de Cerâmica (Cencal)


Centro de Formação Profissional para a Indústria de Lanifícios (Cilan)


Centro de Formação Profissional para a Qualidade (Cequal)


Centro de Formação Profissional para o Comércio e Afins (Cecoa)


Centro de Formação Profissional para o Sector Alimentar (Cfpsa)


Centro de Formação Profissional para o Sector da Cristalaria (Crisform)


Centro de Formação Sindical e Aperfeiçoamento Profissional (Cefosap)


Centro de Reabilitação Profissional de Gaia (Crpg)


Centro Formação Profissional Pescas e Mar (For Mar)


Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas (Cenjor)


Centro Protocolar de Formação Profissional para o Sector da Justiça


Fcm – Fundação para as Comunicações Móveis


Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva


Prevenção Rodoviária Portuguesa


Santa Casa da Misericórdia de Lisboa


Centro de Formação Profissional da Indústria de Cortiça (Cincork)


Presidência do Governo Regional dos Açores


Gabinete do Presidente e Secretaria-Geral


Secretário Regional da Presidência


Gabinete do Subsecretário Regional dos Assuntos Europeus e Cooperação Externa


Direcção Regional da Cultura


Direcção Regional da Juventude


Direcção Regional das Comunidades


Vice-Presidência do Governo Regional


Gabinete do Vice-Presidente


Direcção Regional do Orçamento e Tesouro


Direcção Regional de Organização e Administração Pública


Direcção Regional do Planeamento e Fundos Estruturais


Serviço Regional de Estatística dos Açores


Inspecção Administrativa Regional


Secretaria Regional da Educação e Formação


Órgãos dos Governos Regionais dos Açores


Gabinete do Secretário Regional da Educação e Formação


Direcção Regional da Educação e da Formação


Direcção Regional do Desporto


Inspecção Regional da Educação


Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos


Gabinete do Secretário Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos


Direcção Regional dos Equipamentos e Transportes Terrestres


Direcção Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos


Laboratório Regional de Engenharia Civil


Secretaria Regional da Economia


Gabinete do Secretário Regional da Economia


Direcção Regional de Apoio ao Investimento e à Competitividade


Direcção Regional dos Transportes Aéreos e Marítimos


Direcção Regional do Turismo


Secretaria Regional do Trabalho e da Solidariedade Social


Gabinete do Secretário Regional do Trabalho e Solidariedade Social


Direcção Regional do Trabalho, Qualificação Profissional e defesa do Consumidor


Direcção Regional da Habitação


Direcção Regional da Solidariedade e Segurança Social


Direcção Regional de Igualdade de Oportunidades


Secretaria Regional da Saúde


Gabinete do Secretário Regional da Saúde


Direcção Regional da Saúde


Direcção Regional da Prevenção e Combate às dependências


Serviço Regional de Saúde


Secretaria Regional da Agricultura e Florestas


Gabinete do Secretário Regional da Agricultura e Florestas


Direcção Regional dos Recursos Florestais


Direcção Regional do desenvolvimento Agrário


Direcção Regional dos Assuntos Comunitários da Agricultura


Secretaria Regional do Ambiente e do Mar


Gabinete do Secretário Regional do Ambiente e do Mar


Gabinete do Subsecretário Regional das Pescas


Direcção Regional da Energia


Direcção Regional do Ordenamento do Território e dos Recursos Hídricos


Direcção Regional do Ambiente


Inspecção Regional das Pescas


Inspecção Regional do Ambiente


Presidência do Governo da Madeira


Gabinete Regional e Serviços de Apoio


Vice Presidência do Governo


Gabinete do Vice-presidente Serv Apoio e de Representação


Gabinete do Vice-presidente e Serviços de Apoio


Direcção Regional para a Administração de Porto Santo


Direcção Regional da Administração Pública e Local


Direcção Regional da Administração da Justiça


Direcção Regional do Comércio, Indústria e Energia


Direcção Regional dos Assuntos Europeus e Cooperação Externa


Secretaria Regional dos Recursos Humanos


Gabinete do Secretário, Serviços dependentes e Tutelados


Gabinete do Secretário e Serviços dependentes


Inspecção Regional das Actividades Económicas


Direcção Regional do Trabalho


Inspecção Regional do Trabalho


Loja do Cidadão


Centro de Arbitragem


Direcção Regional de Juventude


Conselho económico e Social da RAM


Secretaria Regional do Equipamento Social


Serviços Dependentes do Secretário Regional


Direcção Regional de Edifícios Públicos


Serviços de Desenvolvimento do Território


Direcção Regional de Infraestruturas e Equipamentos


Direcção Regional de Inform. Geográfica e Ordenam. do Território


Secretaria Regional do Turismo e Transportes


Gabinete do Secretário e Serviços de Apoio


Direcção Regional de Turismo


Direcção Regional dos Transportes Terrestres


Secretaria Regional da Educação e Cultura


Gabinete do Secretário


Direcção Regional de Educação


Direcção Regional de Administração Educativa


Direcção Regional de Formação Profissional


Direcção Regional de Educação Especial e Reabilitação


Direcção Regional de Planeamento e Recursos Educativos


Escolas


Escola Básica e Secundária de Gonçalves Zarco


Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de Bartolomeu Perestrelo


Escola Básica e Secundária de Machico


Escola Básica e Secundária Da Calheta


Escola Básica e Secundária P. Manuel Alvares, Ribeira Brava


Escola Básica 2º e 3º Ciclos-Estreito Câmara de Lobos


Escola Básica e Secundária de Santa Cruz


Escola Básica Secundária Prof.doutor Freitas Branco-P.Santo


Escola Básica e Secundária da Ponta do Sol


Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos Dr. Horácio B. de Gouveia


Escola Básica de Santo António – Funchal


Escola Básica e Secundária Bispo D. Manuel F. Cabral-Santana


Escola Básica e Secundária D. Lucinda Andrade – São Vicente


Escola Secundária Jaime Moniz – Funchal


Escola Secundária Francisco Franco – Funchal


Escola Básica do 3º Ciclo do Funchal


Escola Secundária Dr. Angelo Augusto da Silva – Funchal


Escola Básica e Secundária do Carmo


Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos do Caniço


Escola Básica do 2º e 3º Ciclos dos Louros – Funchal


Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de São Roque – Funchal


Escola Básica e Secundária do Porto Moniz


Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos Dr.Alfredo F.N.Junior-Camacha


Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos da Torre-Câmara de Lobos


Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos do Caniçal


Escola Básica do Porto da Cruz


Escola Básica 2º e 3º Ciclos Francisco M.S. Barreto-F.Ovelha


Escola Básica 2º e 3º Cic.Cónego João J G Andrade-Campanário


Direcção Regional dos Assuntos Culturais


Secretaria Regional do Plano e Finanças


Gabinete do Secretário e Serv. Dependentes Secretário Reg.


Direcção Regional de Orçamento e Contabilidade


Direcção Regional de Finanças


Direcção Regional do Património


Inspecção Regional de Finanças


Direcção Regional dos Assuntos Fiscais


Direcção Regional de Informática


Direcção Regional de Estatística


Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais


Gabinete do Secretário Regional


Serviços na área Agro Alimentar e Pescas


Direcção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural


Direcção Regional de Florestas


Direcção Regional de Pescas


Serviços na área do Ambiente e do Saneamento Básico


Direcção Regional de Ambiente


Direcção Regional de Saneamento Básico


Secretaria Regional dos Assuntos Sociais


Gabinete do Secretário e Serviços de Apoio


Gabinete do Secretário e Sépticos de Apoio


Serviço Regional de Prevenção da Toxicodependência


Direcção Regional de Planeamento e Saúde Pública


APIA – Agência Para a Promoção do Investimento dos Açores, E.P.E.


Atlânticoline, S.A.


Centro de Oncologia dos Açores


Centro de Saúde da Horta


Centro de Saúde da Ponta Delgada


Centro de Saúde da Povoação


Centro de Saúde da Praia da Vitória


Centro de Saúde da Ribeira Grande


Centro de Saúde da Vila do Porto


Centro de Saúde de Angra de Heroísmo


Centro de Saúde de Nordeste


Centro de Saúde de Santa Cruz da Graciosa


Centro de Saúde de Santa Cruz das Flores


Centro de Saúde de Vila Franca do Campo


Cinaçor -Teatro Micaelense / Centro Cultural Congressos


Escola Profissional das Capelas


Fundo de Compensação Salarial dos Profissionais da Pesca dos Açores – FUNDOPESCA


Fundo Escolar da EBI de Água de Pau


Fundo Escolar da EBI Canto da Maia


Fundo Escolar da EBI da Horta


Fundo Escolar da EBI da Lagoa – Esc. Pe. João José Amaral


Fundo Escolar da EBI da Maia


Fundo Escolar da EBI da Ribeira Grande


Fundo Escolar da EBI de Angra do Heroísmo


Fundo Escolar da EBI de Arrifes


Fundo Escolar da EBI de Biscoitos


Fundo Escolar da EBI de Capelas


Fundo Escolar da EBI de Ginetes


Fundo Escolar da EBI de Praia da Vitória


Fundo Escolar da EBI de Rabo de Peixe


Fundo Escolar da EBI do Topo


Fundo Escolar da EBI Mouzinho da Silveira


Fundo Escolar da EBI Roberto Ivens


Fundo Escolar da EBS da Graciosa


Fundo Escolar da EBS da Madalena


Fundo Escolar da EBS da Povoação


Fundo Escolar da EBS das Flores


Fundo Escolar da EBS das Lajes do Pico


Fundo Escolar da EBS de Calheta


Fundo Escolar da EBS de Nordeste


Fundo Escolar da EBS de Santa Maria


Fundo Escolar da EBS de São Roque do Pico


Fundo Escolar da EBS de Velas


Fundo Escolar da EBS de Vila Franca do Campo


Fundo Escolar da EBS Tomás de Borba


Fundo Escolar da Escola Secundária Antero de Quental


Fundo Escolar da Escola Secundária da Lagoa


Fundo Escolar da Escola Secundária da Ribeira Grande


Fundo Escolar da Escola Secundária das Laranjeiras


Fundo Escolar da Escola Secundária Domingos Rebelo


Fundo Escolar da Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade


Fundo Escolar da Escola Secundária Manuel de Arriaga


Fundo Escolar da Escola Secundária Vitorino Nemésio


Fundo Escolar do Conservatório Regional da Horta


Fundo Escolar do Conservatório Regional de Ponta Delgada


Fundo Regional da Ciência e Tecnologia


Fundo Regional de Acção Cultural da Presidência do Governo Regional


Fundo Regional de Coesão


Fundo Regional do Desporto


Fundo Regional do Emprego


Fundo Regional dos Transportes


Ilhas de Valor, S.A.


Instituto da Alimentação e Mercados Agrícolas – IAMA


Instituto de Acção Social


Instituto Regional Ordenamento Agrário, S.A. – IROA


RIAC – Agência para a Modernização e Qualidade do Serviço ao Cidadão, I.P.


Saudaçor – Sociedade Gestora de Recursos E Equipamentos da Saúde dos Açores, S.A.


Serviço Regional de Protecção Civil e de Bombeiros dos Açores


Unidade de Saúde da Ilha de São Jorge


Unidade de Saúde da Ilha do Pico


Assembleia Legislativa da Madeira


Centro de Estudos de História do Atlântico


Conservatório – Escola Profissional das Artes da Madeira


Direcção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural – PAR


Empresa do Jornal da Madeira Lda


Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira


Fundo da Estabilização Tributária da Região Autónoma da Madeira


Fundo de Gestão para os Programas da Direcção Regional de Pescas


Fundo de Gestão para Programas da Formação Profissional


Fundo Escolar – Escola Básica do 3º Ciclo do Funchal


Fundo Escolar – Escola Básica do Porto da Cruz


Fundo Escolar – Escola Básica dos 1º, 2º e 3º Ciclos Prof. Francisco M. S. Barreto


Fundo Escolar – Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos Bartolomeu Perestrelo


Fundo Escolar – Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos Cónego João Jacinto Gonçalves Andrade


Fundo Escolar – Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos da Torre de Câmara de Lobos


Fundo Escolar – Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de Santo António


Fundo Escolar – Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de São Roque


Fundo Escolar – Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos do Caniçal


Fundo Escolar – Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos do Caniço


Fundo Escolar – Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos do Curral das Freiras


Fundo Escolar – Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos do Estreito de Câmara Lobos


Fundo Escolar – Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos dos Louros


Fundo Escolar – Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos Doutor Alfredo Ferreira Nóbrega Júnior


Fundo Escolar – Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos Horácio Bento de Gouveia


Fundo Escolar – Escola Básica e Secundária Bispo Dom Manuel Ferreira Cabral


Fundo Escolar – Escola Básica e Secundária da Calheta


Fundo Escolar – Escola Básica e Secundária Dª Lucinda Andrade


Fundo Escolar – Escola Básica e Secundária da Ponta do Sol


Fundo Escolar – Escola Básica e Secundária de Machico


Fundo Escolar – Escola Básica e Secundária de Porto Moniz


Fundo Escolar – Escola Básica e Secundária de Santa Cruz


Fundo Escolar – Escola Básica e Secundária do Carmo


Fundo Escolar – Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco


Fundo Escolar – Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares


Fundo Escolar – Escola Básica e Secundária Prof. Dr. Francisco Freitas Branco


Fundo Escolar – Escola Secundária Dr. Ângelo Augusto da Silva


Fundo Escolar – Escola Secundária Francisco Franco


Fundo Escolar – Escola Secundária Jaime Moniz


Fundo Madeirense do Seguro de Colheitas


Gabinete de Gestão da Loja do Cidadão da Madeira


Instituto de Administração da Saúde e Assuntos Sociais – I.P. – Região Autónoma da Madeira


(IASAÚDE, I.P. – RAM)


Instituto de Desenvolvimento Empresarial


Instituto de Desenvolvimento Regional


Instituto de Emprego da Madeira, I.P. – RAM


Instituto do Desporto da Região Autónoma da Madeira


Instituto do Vinho, Bordado e do Artesanato da Madeira


Instituto Regional de Emprego – I.P. – RAM


Laboratório Regional de Engenharia Civil – I.P. – RAM


Parque Natural da Madeira


PATRIRAM – Titularidade e Gestão de Património Público Regional, S.A.


Ponta do Oeste – Sociedade de Promoção e Desenvolvimento da Zona Oeste da Madeira, S.A.


RAMEDM – Estradas da Madeira, S.A.


SDNM – Sociedade de Desenvolvimento do Norte Da Madeira, S.A.


Serviço Regional de Protecção Civil, I.P. – Região Autónoma da Madeira


Sociedade de Desenvolvimento do Porto Santo, S.A.


Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento, S.A.


Assembleia Distrital da Guarda


Assembleia Distrital de Aveiro


Assembleia Distrital de Beja


Assembleia Distrital de Braga


Assembleia Distrital de Bragança


Assembleia Distrital de Castelo Branco


Assembleia Distrital de Coimbra


Assembleia Distrital de Évora


Assembleia Distrital de Faro


Assembleia Distrital de Leiria


Assembleia Distrital de Lisboa


Assembleia Distrital de Portalegre


Assembleia Distrital de Santarém


Assembleia Distrital de Setúbal


Assembleia Distrital de Viana do Castelo


Assembleia Distrital de Vila Real


Assembleia Distrital de Viseu


Assembleia Distrital do Porto


 


Recortado daqui

Frei Bartolomeu de Las Casas e não só

Graças a uma aula on-line de Miguel Morgado , tomei há pouco tempo conhecimento de uma figura histórica da qual tinha ouvido vagamente o se...