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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Recortes da blogosfera

O regresso aos mercados não alivia o desemprego amanhã nem acaba sequer com a austeridade. Mas sem o regresso aos mercados nunca mais seria possível facilitar, de forma sustentada, o financiamento à economia, sem o qual não haverá nunca crescimento, sem o qual não haverá nunca criação de emprego.


Não é o fim, é o principio do fim, mas para quem ainda há pouco jurava que Portugal não voltaria aos mercados nem no final de 2013, um regresso logo em Janeiro é um golpe de mestre. Bem preparado e bem realizado, e que correu francamente bem, com a maioria dos pedidos a virem do estrangeiro, de quem tem dinheiro para investir a longo prazo, e com uma taxa de juro muito razoável, se bem que ainda elevada.


Há muito que não tínhamos boas notícias como esta. Mas há ainda mais. Sem regresso aos mercados a troika não se podia ir embora, pois continuaríamos a necessitar do dinheiro dela. Ora com a troika em Portugal estaríamos sempre na condição de sermos uma espécie de protectorado. É também por isso que esta notícia é importante e é fundamental que se trata de um movimento sustentável no futuro.


Quem desvaloriza a sua importância está mais do lado dos que acreditam que quanto pior, melhor. E dos que estão furiosos por se terem enganado no seu papel de cassandras.


 


 


José Manuel Fernandes, Facebook 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Fusão de freguesias

Fui questionado para o quinzenário O Portomosense sobre a fusão de freguesias, decidida pela Troika, e promulgada pelo governo português. Queriam saber se concordava e que freguesias deveriam ser fundidas.


Como tinha o limite de três ou quatro frases disse apenas o seguinte:


 


"Concordo com a ideia em geral.
Mas graças aos nossos governantes, tão amigos de pedir empréstimos, a nossa opinião deixou de contar. Basta a troika assim decidir que as fusões de freguesias e concelhos avançarão.
Se houvesse visão este seria também o momento de negociar a fusão do nosso concelho com o da Batalha e assim evitar que no futuro se tivesse de acatar simplesmente as decisões impostas. Se os próximos anos não forem muito negativos, isso irá acontecer. É uma questão de tempo."


 


Muito mais poderia ser dito sobre este assunto, sendo que um aspecto especialmente curioso é que a fusão de concelhos e freguesias só será possível de for imposta por estrangeiros. Nunca nenhum político português teria coragem de tocar nesta vaca sagrada.


Se o euro e a UE sobreviveram à actual crise, a médio prazo a fusão de concelhos será uma realidade e assim abre-se a porta à poupança de milhões e reduz-se o espaço aos pequenos tiranetes, escolhidos por eleitores pouco exigentes e de curtas vistas que se sentem em dívida pessoal perante alguém que usa os dinheiros público para lhe tapar os buracos à frente da porta.


Com menos municípios haverá menos desperdício, menos despesa e dívida pública, menos rotundas, menos obras desnesserárias e menos corrupção. O país estará mais próximo da viabilidade.

Frei Bartolomeu de Las Casas e não só

Graças a uma aula on-line de Miguel Morgado , tomei há pouco tempo conhecimento de uma figura histórica da qual tinha ouvido vagamente o se...