Fui questionado para o quinzenário O Portomosense sobre a fusão de freguesias, decidida pela Troika, e promulgada pelo governo português. Queriam saber se concordava e que freguesias deveriam ser fundidas.
Como tinha o limite de três ou quatro frases disse apenas o seguinte:
"Concordo com a ideia em geral.
Mas graças aos nossos governantes, tão amigos de pedir empréstimos, a nossa opinião deixou de contar. Basta a troika assim decidir que as fusões de freguesias e concelhos avançarão.
Se houvesse visão este seria também o momento de negociar a fusão do nosso concelho com o da Batalha e assim evitar que no futuro se tivesse de acatar simplesmente as decisões impostas. Se os próximos anos não forem muito negativos, isso irá acontecer. É uma questão de tempo."
Muito mais poderia ser dito sobre este assunto, sendo que um aspecto especialmente curioso é que a fusão de concelhos e freguesias só será possível de for imposta por estrangeiros. Nunca nenhum político português teria coragem de tocar nesta vaca sagrada.
Se o euro e a UE sobreviveram à actual crise, a médio prazo a fusão de concelhos será uma realidade e assim abre-se a porta à poupança de milhões e reduz-se o espaço aos pequenos tiranetes, escolhidos por eleitores pouco exigentes e de curtas vistas que se sentem em dívida pessoal perante alguém que usa os dinheiros público para lhe tapar os buracos à frente da porta.
Com menos municípios haverá menos desperdício, menos despesa e dívida pública, menos rotundas, menos obras desnesserárias e menos corrupção. O país estará mais próximo da viabilidade.
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