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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Fome em Portugal e a falência de um modelo


 


Este fim-de-semana decorreu mais uma campanha de recolha de alimentos para o Banco Alimentar. Tudo aponta para tenha sido mais uma campanha bem sucedida na recolha de alimentos. Perante a adversidade os portugueses são generosos.


Do site da Federação de Bancos Alimentares Contra a Fome recolhi este excerto:


 


"Portugal é um dos países mais pobres da União Europeia, com cerca de dois milhões de portugueses a viver abaixo do limiar da pobreza, ou seja, com pouco mais de 4 euros por dia."


 


Olhando para estes dados questiono-me sobre tudo quanto durante anos me tentaram convencer, de que o Estado cobra impostos para redistribuir a riqueza numa lógica de justiça fiscal. Nessa linha de raciocínio, pagar impostos era assim além de obrigatório (afinal como o nome indica são-nos impostos) também ético, pois dessa forma estávamos a colaborar com o Estado Social que amparava os mais necessitados.


Após décadas desta conversa que agora classifico sem hesitações como conversa da treta e após milhares de milhões de euros de impostos cobrados, o resultado é este:


 


"Portugal é um dos países mais pobres da União Europeia, com cerca de dois milhões de portugueses a viver abaixo do limiar da pobreza, ou seja, com pouco mais de 4 euros por dia."


 


Não vale a pena enumerar os milhões que o morbidamente obeso Estado Português desperdiça em caprichos, mordomias e juros, para concluir que sem mudanças significativas na trajectória, deixaremos para os nossos filhos um país irremediavelmente pobre e endividado.


Os números que o Banco Alimentar nos apresenta são a confirmação da falência do modelo que escolhemos para os governos do nosso país.

Frei Bartolomeu de Las Casas e não só

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