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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O espirito de natal está pelas horas da morte...

 


 


Câmara Municipal de Lisboa contratou uma instalação artistica por 229.637 euros, sem concurso público. Segundos alguns relatos parece ser uma árvore de natal.


O autor do projecto descreve-o como 'interactivo' e acrescenta que 'as pessoas são a árvore'. Disse ainda que "neste período de crise em que há uma certa desvalorização das pessoas, achei interessante valorizá-las".


Ora aí está uma excelente forma de valorizar as pessoas só alcançável à elite dos sensíveis sociais.


Pena que as pessoas, essa entidade vaga e abstrata, que a Câmara e o artista pretendia valorizar são também os contribuintes que além dos muitos milhões que devem à Troika têm agora mais 229.637 euros para pagar.


Nas mão destes senhores o espirito de natal fica pelas horas da morte...


Boa Costa!!

sábado, 25 de dezembro de 2010

Dia de Natal


"Hoje é dia de ser bom.



É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.



É dia de pensar nos outros – coitadinhos – nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.


 


(...)


 


Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.



Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.



Ah!!!!!!!!!!



Na branda macieza
da matutina luz
aguarda o a surpresa
Do Menino Jesus.



Jesus,
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.



Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá tá tá tá tá tá tá tá tá tá tá tá tá.



Já está!
E fazia as erguer para de novo matá las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.


 


(...)"


 


 






António Gedeão, in Máquina de Fogo



 


 

Frei Bartolomeu de Las Casas e não só

Graças a uma aula on-line de Miguel Morgado , tomei há pouco tempo conhecimento de uma figura histórica da qual tinha ouvido vagamente o se...