Há dias recebi um email que comparava as convicções de direita com as de esquerda, no que toca à liberdade individual. Alguém de direita que não goste de fumar não fuma, enquanto que alguém de esquerda com gosto idêntico, além de não fumar pretende proibir que os outros fumem.
Em Espanha o governo socialista a braços com uma grave crise económica e social, entendeu ser importante que neste momento se proibisse a possibilidade de fumar em casa se aí houver uma empregada a trabalhar. Olhando para a notícia do ABC a lei aplica-se a empregadas, o que não deixa de ser uma curiosa presunção sexista, mas o que sobra de facto é a violação das liberdades individuais dentro de último reduto da esfera privada, a habitação.
Esta medida enquadra-se num largo conjunto de muitas outras que visam formatar o indivíduo de acordo com os standards do que é considerado correcto. Eu chamo-lhe o asseio.
Nunca consegui gostar do acto de fumar, mas perante este frenesim, assumo o compromisso de que VOU COMEÇAR A FUMAR. Talvez me dedique ao cachimbo, para já como acto simbólico, mas com sorte talvez fique viciado.