Vão surgindo pelo mundo ocidental, organizações que pretendem ser tratadas como partidos políticos, que defendem a pirataria informática, seja de música, filmes, software, etc.
Organizações como estas merecem a simpatia de muitos internautas, especialmente jovens. A facilidade do delito estimula-o, banaliza-o e quase o legitima.
O respeito pela propriedade foi instituído na era moderna, e partir de então reconheceu-se ao indivíduo a possibilidade de decidir sobre o que é seu, sem necessitar de qualquer autorização senhorial ou outra que seja. Esse é um dos pilares da era em que nasci e cresci, e continuo a identificar-me com ele e a reconhecer-lhe todo o sentido, e é exactamente esse pilar que é questionado quando se encolhe os ombros perante os downloads ilegais.
O mesmo está a acontecer em Inglaterra, onde hordas de… vá lá, ladrões, aproveitam a 'insatisfação' (estarão como o Mick Jagger quando se queixa de não a obter), para roubar deixando um rasto de destruição. Os estragos em habitações e espaços comerciais ascende a muitos milhões de libras.
Há uns anos Sarkozy chamou 'escumalha' a grupos idênticos, deixando indignada a esquerda alegre que, desde que os carros destruídos não fossem os seus, achava que os coitados estavam apenas a manifestar a tal 'insatisfação'.
Mas o actual presidente francês foi feliz na expressão, é mesmo disso que se trata. Escumalha.