quarta-feira, 13 de abril de 2011

A aberração

Imaginem um alcoólico a cantar e a cambalear numa esplanada sob o olhar, ora divertido ora reprovador, dos transeuntes.


Sem conseguir manter o equilíbrio, já de gatas, começa a vomitar.


Até quem achou inicialmente graça ao canto desafinado e rufia do bêbado, começa a ficar incomodado.


Mas a pré-inconsciência etílica retirou-lhe a última restia de senso e o figurão deita-se sobre o próprio vomitado e rebola-se enquanto arrota.


 


Ainda é possível piorar, mas é dessa forma que tenho observado o desempenho dos nossos governantes.


 


Chegados à beira do abismo para o qual nos conduziram e perante a necessidade de um imperioso acordo para recuperar a já pouca credibilidade internacional, assistimos a um continuo de comportamentos irresponsáveis, reprováveis até para um pré-adolescente.


 


Cada vez mais receio que o bêbado, ignorando o público, ainda vá defecar e depois brincar com as próprias fezes.

2 comentários:

  1. E ainda por cima não se pode utilizar a taser...

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    1. Exacto.
      Até porque depois deixavam de precisar de carregar os telemóveis, e poupavam electricidade e o erário público.

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