quarta-feira, 30 de junho de 2010

Até quando?

Com o caso PT/TVI ainda fresco na memória e olhando para a inevitabilidade da compra da PT pela Telefónica, torna-se óbvio que a 'golden share' não serve coisa nenhuma para impedir que sectores estratégicos da nossa economia saiam de mãos portuguesas, mas sim para que o governo instrumentalize empresas de grande dimensão.


Foi por isso que toda a esquerda rejubilou quando se soube do insucesso da tentativa da SONAE em comprar a PT.


Alguém dúvida que com Belmiro de Azevedo à frente da PT, Rui Pedro Soares nunca se teria tornado uma figura pública da forma como se tornou?


Quando se oficializar a passagem da PT para mãos espanholas (depois da também simbólica eliminação da selecção nacional pelos 'nuestros hermanos'), será mais uma confirmação da trajectória do nosso país ao ser governado pela esquerda.


PÊ ÉSSE!!


PÊ ÉSSE!!


PÊ ÉSSE!!

5 comentários:

  1. Ao ao lado na Quinta Emenda (http://quintaemenda.blogs.sapo.pt/5149.html) o Eduardo refere-se à Golden Share como tendo sido suficiente para bloquear o negócio.
    Aguardemos pelo desenrolar da batalha judicial que se segue.

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  2. "A utilização da "golden share" é inédita, surpreendente e provavelmente ilegal. Vai contra o mercado, contra a administração e contra a decência. E revela um País próximo do subdesenvolvimento económico."

    Pedro Santos Guerreiro

    http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=432603

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    1. O Pedro Gurreiro anda há meses a anunciar a inevitabilidade da venda à telefonica. Até parece que se fosse ele teria aceite logo os 5 mil milhões iniciais e não se falava mais nisso.

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  3. Como o Paulo refere já deixei a minha opinião "postada" no Quinta Emenda. Sucintamente é esta: tenho pena que a utilização da golden share seja ilegal precisamente na única circunstância em que lhe reconheci qualquer mérito. Também referi, em comentário posterior, que, conhecendo o Presidente da AG, não posso admitir outra coisa que não seja a ponderação até às últimas consequências da sua decisão. E conclui que seja como for a UE põe termo a esta estória e a Vivo (que não a PT, pelo menos para já) passa para as mãos da Telefonica.
    Sobre a OPA da Sonae também fui um dos que se regozijou com o falhanço, e não por ser de esquerda. Apenas porque tenho dificuldade em perceber como é que um rato consegue comer um gato. Claro que sei como seria no caso desse rato: tinha vendido a Vivo à Telefonica para ficar com uma PTzinha à medida da sua barriga. É, aguçou o apetite à Telefonica. De tal modo a pôs a salivar que agora está disposta a dar tudo pelo pitéu.
    Mas a OPA da Sonae criou ainda outro problema de gludice: é que a gestão da PT, para então convencer os accionistas, prometeu-lhes dividendos atrás de dividendos. Teve que pagar a promessa e com isso não só não reduziu o Passivo como os habituou mal. Tão mal que agora querem mesmo é que o pilim da Telefonica lá chegue pela mesma via.
    Claro que se essa OPA tivesse vingado não teria havido o tal boy que refere. Mas, e já que infelizmente o destino é o mesmo, também não teria aparecido nunca nada que se parecesse com 7, 15 mil milhões (ou bilões como dizem os banqueiros ou bilions como diz Berardo).

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