
O impulso controlador de uma certa esquerda não arrefeceu com a crise que se vive.
Depois da verdadeira caça às bruxas que, pouco a pouco, se tem vindo a tecer contra os fumadores, os pretensos donos da moral dos outros fazem uma nova investida, desta vez contra a comida chamada de fast-food.
O bastonário da ordem dos médicos acha que é reeducando fiscalmente o público ignorante e labrego que se resolve os problemas da saúde. Eu a ele preferia alargar o acesso à formação de médicos e assim possibilitar que milhares de portugueses pudessem ter acesso a um médico de família, o que não acontece em resultado da pressão que o lobby que representa exerce dentro do estado.
Fazendo um esforço por observar o fenómeno a uma distância maior podemos também ver uma das diferenças na acção da esquerda e da direita. Se um 'perigoso' liberal de direita não gostar de fast-food simplesmente escolhe uma alternativa. Já um indivíduo de esquerda, solidário e preocupado com o próximo, além de não frequentar as catedrais das calorias acha que os demais devem ser impedidos de o fazer.
A liberdade é bonita mas é nas cantigas de Abril, de resto só atrapalha.
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