sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Ei-los que partem, de novo

 










 


Nos números apresentados com entusiasmo pelo Governo PS, e nos quais já ninguém acredita, nunca constaram os que respeitam à emigração que marcará este princípio da segunda década do Sec XXI português. Fala-se em mais de 350.000. Os destinos são os habituais, França, Suíça, Reino Unido, tendo agora especial destaque Angola, onde hoje trabalham entre 70.000 e 80.000 portugueses. Todos nós conhecemos alguém que emigrou ou está para emigrar.


Como sempre partem à procura do que cá não têm, e que são acima de tudo perspectivas de uma vida melhor. Lá fora fazem, invariavelmente, jus à fama dos portugueses, bons trabalhadores, gente ordeira e com capacidade de criar riqueza.


A facilidade com que alguns países atraem mão-de-obra, mais ou menos qualificada, é simétrica à eficácia dos últimos governos em espantar portugueses em idade produtiva. Sem estes, números o desemprego seriam bem superiores.


Se compararmos esta vaga de emigração com as anteriores há no entanto algo de novo. O nível de formação dos que partem é globalmente bastante elevado. O grosso da coluna da actual emigração portuguesa é constituído pela geração mais qualificada de sempre. Esta será mais uma herança do socialismo no nosso país.


Este video mostra-nos retratos de uma emigração qualificada, e feliz, e que aqui e ali acena com um rasto de esperança. Um dia irão voltar. Essa será uma oportunidade para mudarmos o país. Acredito nisso. Só falta saber quando teremos capacidade de os trazer de volta.

2 comentários:

  1. Olá !

    Não haja dúvidas que Mario Soares foi visionário, lutando para que Portugal pudesse integrar a cee. Durante vários meses foram debatidas a integração da Espanha e não de Portugal. Na altura então. Consulte-se o "Le Monde", porta voz do ministério dos assuntos estrangeiros dessa época.

    Isto dito, estou fora e não tenho qualquer proposta de partido e nem me interessa. Em França igual.

    Como já tinha escrito no Vila Forte, todos os dias chegam a França Portugueses sem qualquer qualificação.

    A grande diferença, quanto ao passado, é que já não precisam de dar o salto e já sabem ler e escrever.

    Deste ponto de vista, houve um enorme progresso.

    E que talvez o povo Português pode, graças ao 25 de Abril, mergulhar nas suas origens e inconsciente colectivo com dignidade : Navegar.

    Portugal sempre foi um conjunto de Portos de mar que apelam à navegação.

    Para um cartesiano Portugal é questionante.

    Nuno

    Nuno

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Amigo Nuno,

      É sempre um prazer tê-lo aqui.
      O cenário em que centenas de milhares de portugueses em idade activa abandonam o país, deixando para trás os maiores números do desemprego de sempre, não fazia parte dos sonhos de abril, e é por isso a prova de que as políticas dos últimos anos foi um fracasso.
      O afastamento do nosso crescimento relativamente à média europeia não se deve à crise financeira de 2008 pois já começou há 10 anos.
      Para muito portugueses navegar é preciso, mas é daqui pra fora...

      Eliminar

Frei Bartolomeu de Las Casas e não só

Graças a uma aula on-line de Miguel Morgado , tomei há pouco tempo conhecimento de uma figura histórica da qual tinha ouvido vagamente o se...