Partilho convosco o texto que lavrei no Livro de Honra das celebrações dos 450 anos da Freguesia do Juncal.
"Gosto de imaginar todos os nossos antepassados sentados numa assembleia a avaliar o nosso dia-a-dia.
Imagino-os a observar as nossas acções com compreensível interesse, pois tudo o que foram e conseguiram está hoje nas nossas mãos. A responsabilidade não é pequena.
Foi com este pensamento que me vi envolvido na organização das comemorações dos 450 anos da Freguesia do Juncal.
Apesar do peso da responsabilidade em homenagear devidamente os que nos antecederam, foi um enorme prazer ter pertencido ao núcleo da comissão informal que se constituiu. Sem ter dúvidas de que o lugar onde vivemos é uma parte do que somos, ao longo deste ano celebramo-nos também a nós próprios e aos laços que nos unem.
Para o futuro ficam as efémeras memórias da espontaneidade com que toda população se envolveu e colaborou em todas as iniciativas, mas fica também a fonte do Largo de São Miguel que os juncalenses quiseram reposta no centro da sua terra. Deixar perdê-la é deixar perder a nossa memória, o que não é aceitável. Será um dia possível recuperar as pedras originais em falta? Seria bonito.
Foram muitos os que sugeriram repetir algo idêntico no 500º aniversário, mas essa ideia é demasiado distante, até porque celebrar os nossos antepassados, as nossas tradições e a nossa identidade deve de ser feito com mais frequência, de preferência todos os dias."
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