sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O meu balanço de 2010

Mais um ano se aproxima do seu final e mais uma vez tenta fazer-se um balanço.


No nosso país, este foi mais um ano da crise que já dura há quase uma década, mas que agora se acentuou. A esmagadora maioria das pessoas antevê um 2011 ainda pior. Será mesmo?


Durante metade do ano, o Mundial de Futebol na África do Sul foi um assunto seguido com interesse. Após a eliminação da nossa Selecção frente à Espanha, esse assunto ficou resolvido e a crise assumiu definitivamente o protagonismo.


O Governo, eleito em 2009, chega ao fim de 2010 com um desgaste impensável. Parte dos que votaram PS, concluíram que foram enganados. Outra parte, ainda significativa, insistirá para sempre que o mundo inteiro se uniu para tramar o Eng. Sócrates. Dirão: coitado do senhor e sortudos de nós em o termos por PM.


O eleitorado flutuante, que há vários anos olha para o vazio à procura de uma alternativa ao PS, sente-se empurrado a votar PSD, não por convicção, mas por exclusão de partes.


Há espaço para um partido de direita descomplexado que assuma a árdua tarefa de reduzir o peso de Estado na Sociedade e na Economia, mas como ninguém ambiciona preencher esse espaço, terá de ser a União Europeia a instruir o nosso Governo, Concelho Europeu após Concelho Europeu, não importando a sua cor partidária, de modo a que nos possamos aproximar da normalidade que abandonamos há muito. Era preferível ser um partido português a fazê-lo, mas pelos vistos esse será o caminho a seguir e talvez as boas notícias possam surgir por esse meio.


O ano de 2010 foi também o ano do óbito do blog Vila Forte, no qual participava com grande gosto. Foi uma das minha perdas pessoais deste ano. Após alguns meses continuo a achar que me tiraram algo que me era importante e, agora, não duvido das razões que levaram a que isso acontecesse. Poderia ter feito algo para o evitar, mas quando tomei consciência do que se estava a passar, era tarde demais. Com a inocência de quem acredita no Pai Natal fui displicente para com os sintomas óbvios de doença que se revelou fatal. Espero que o Vale do Anzel que não me leve a mal, mas a formula individual, alivia, não me preenche da mesma maneira.


Este foi também o ano da Celebração dos 450 anos da criação da Freguesia do Juncal. As celebrações, pensadas e preparadas desde 2008, correram, perdoem-me a imodéstia, excelentemente, acima de tudo pelo envolvimento que se estabeleceu entre a população e os eventos. As tertúlias, o teatro, a sessão solene, a recriação histórica, os concursos, a recolha das fotos antigas, a descamisada, a matança do porco, as exposições, os eventos musicais e a gala de encerramento, tudo foi organizado com imenso gosto e é com orgulho que olho diariamente para a velha fonte que quarenta anos depois regressou ao centro da Vila.


Em 2010 fiz várias viagens fora do país, algo que funciona sempre como 'massagem espiritual', e acrescentei o Irão à minha lista de países visitados. Espero lá regressar em 2011 e espero que esse regresso constitua um passo importante no projecto que sustenta a viagem.


Ninguém duvida que em 2011 teremos mais más notícias vindas do Palácio de São Bento, mas o desafio passa por dar mais enfoque noutras boas notícias que certamente também surgirão.


Venha mais um.

5 comentários:

  1. Viva Paulo,

    Antes de mais votos de um Bom Ano: para si e para o Vale do Anzel que, evidentemente, lhe perdoa essa essa inconfiidência.
    Sabe que partilho dessa nostalgia chamada Vila Forte. Interessantes os seus desabafos ... Eu compreendo-os, como é evidente. Os leitores do Vila Forte é que talvez não, até porque foi o Paulo a assinar a certidão de óbito.
    Também os meus parabéns pelas celebrações dos 450 anos do Juncal. Afinal 2010 ainda foi um grande ano!

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    1. Um bom ano também para si e para a Quinte Emenda.
      Os anos são bons ou maus, em parte em consequência do que deles fazemos. Claro que existem variáveis fora do nosso alçada que podem ser determinantes, mas é nossa obrigação fazermos deles o melhor possível.

      Um abraço e um ano positivo

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    2. Tenho que fazer um esclarecimento e apresentar um pedido de desculpas: quando escrevi que foi o Paulo a assinar a certidão de óbito estava a referir-me ao post do adeus do Vila Forte; escrito e publicado pelo Paulo - e daí a minha confusão - mas em nome dos autores do blogue.
      É um pormenor mas é em rigor a verdade.

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    3. É um facto, mas o certidão de óbito acontece apenas depois do óbito, o que quer dizer que quando o texto foi escrito já havia cadáver.

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