quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

'Mataram o Sidónio' de Francisco Moita Flores


 


Acabei de ler este livro.
A história passa-se no ano de 1918, ano da Batalha de La Lys de má memória, da Gripe Espanhola que em quatro meses matou mais de 120.000 e ano da governação de Sidónio Pais.


Portugal vivia nessa época um período de grande turbulência política, onde os partidos, a Carbonária, a Maçonaria recorriam frequentemente às armas para fazerem valer as suas opiniões.


Sidónio Pais chegou ao poder após um golpe de estado no final de 1917 e foi assassinado um ano e dez dias depois, na Estação do Rossio. Foi dos mais adorados e odiados Presidentes da República. Tentou apaziguar a relação entre República e a Igreja, tendo sido o primeiro PR a assistir a uma missa.A relação próxima que tinha com a Alemanha (foi embaixador de Portugal naquele país até à entrada na Primeira Guerra), a admiração que tinha pelo regime ditatorial então em voga na Europa, as perseguições políticas aos seus opositores e o culto da imagem que promoveu, permitem antever que se o seu poder perdurasse poderia ter conseguido o que só foi possível em 1926 pela mão de Salazar.


A história desenrola-se à volta de Asdrúbal d'Aguiar, médico legista do recém criado Instituto de Medicina Legal, que por força do seu ofício, percebe que a versão oficial do assassinato do Presidente da República não corresponde à verdade.


Ao mesmo tempo que vive uma tragédia pessoal por força da Gripe Espanhola, vê-se obrigado a escolher entre honrar o juramento de Hipócrates e abalar um sistema de Justiça e Judiciário decrépito.


Li este livro em pouco tempo por ser pequeno, e só não é menor porque o seu editor escolheu um tamanho de letra e um espaçamento entre linhas avantajados.


O estilo do autor, que nunca tinha lido, não me entusiasmou.

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