Santos Silva avisou há dias: PSD tem uma agenda neo-liberal de desmantelamento do Estado Social.
Sabemos que Santos Silva gosta de malhar na direita e, por isso, Pedro Passos Coelho mesmo em silêncio seria um alvo apetecível.
O 'malhador de serviço' descansa-nos dizendo que o PS, pelo contrário, tem uma agenda da esquerda democrática que pretende, ele sim, desenvolver e sustentar o estado providência.
José Sócrates alarga o âmbito das criticas à direita e introduz a palavra 'ideologia' nas diferenças o PS e o PSD, o que não deixa de ser uma inovação arrojada, até porque, se olharmos com atenção, é exactamente o PS que está a promover cortes nas remunerações e nos benefícios sociais (i.e. subsídios de desemprego e alargamento da idade da reforma). Estas medidas que o governo justifica serem tomadas de forma a garantir a sustentabilidade do Estado Social, se fossem tomadas por um governo PSD, seriam claramente neo-liberais. É nesta falta de simetria retórica, e no limite de seriedade, que reside o que resta da governação de Sócrates.
Engraçado é lembrar Mario Soares há dois meses a elogiar o sentido de estado de Pedro Passos Coelho.
Aqui há uns anos, muitos, ficou célebre, mais do que propriamente a expressão meter o socialismo na gaveta, aquela imagem de abrir o pisca para a esquerda mas virar à direita. Sócrates descobriu-a agora!
ResponderEliminarDentro dessa mesma linha vejam-se as posições tomadas à volta da Golden Share da PT (http://quintaemenda.blogs.sapo.pt/6611.html) rigorosamente em paralelo com o anúncio das novas privatizações