domingo, 11 de julho de 2010

Fórum Jornal de Leiria


Seguindo o repto do Jornal de Leiria, transporto esta questão aqui para o Vale do Anzel.


 


A tentativa da espanhola Telefónica em comprar a participação da PT na Vivo, a maior operadora móvel da América do Sul, esbarrou na intransigência do Governo português que, sob o argumento de que “a Vivo é absolutamente estratégica para a PT e para Portugal”, utilizou a golden share que o Estado detém.


Esta decisão, que de certa forma foi defendida por Cavaco Silva ao afirmar que “o Governo tem todo o direito de utilizar os instrumentos


à sua disposição para defender o que considera ser o interesse estraté- gico de Portugal”, não foi bem recebida pelos accionistas que tinham manifestado em reunião de assembleia geral a vontade de aceitar a pro- posta de 7,15 mil milhões de euros. O uso da golden share por parte do Governo português também não terá sido bem recebida em Madrid e na Comissão Europeia, que considera estes mecanismos ilegais.


Como comenta este assunto?


 


De forma a manter em 'mãos' nacionais centros de decisão de sectores estratégicos como sejam a banca, energia, telecomunicações e outros, o Estado Português recorreu ao uso da Golden Share.


Uma das questões que se podem levantar é se a PT ainda está em 'mãos' portuguesas. Pelo que sabemos cerca de 36% do capital da PT encontra-se em 'mãos' portuguesas.


Será que as acções detidas pelo BES são consideradas como estando em 'mãos' portuguesas? É que pelo que entendi o BES quer vender.


Não andará no ar uma qualquer confusão? Quando o país assinou os tratados que constituem a base da União Europeia e que prevêem a livre circulação de capitais, não houve satisfação dos partidos que se dizem europeístas? Deixando cair o proteccionismo económico passaríamos a receber milhões de euros diariamente. A evolução económica do país da última década dependeu quase exclusivamente desta troca. Hoje, perante o reverso da medalha que escolhemos, é curioso ver o Governo convictamente europeísta do PS (o mesmo do 'Porreiro, pá!), a usar o nacionalismo económico como arma de arremesso contra o PSD. Ao classificar a acção do principal partido da oposição de 'inqualificável', enquanto se negoceiam acordos sobre as SCUT's, e outras decisões necessárias em tempos difíceis, mostra como é difícil (ou mesmo impossível) chegar a algum acordo de governação com PS de José Sócrates.

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